Por: Jornal Sul Brasil | 08/11/2020

Não é admissível que mais de 200 mil pessoas, fiquem na dependência da chuva para ter água nas suas torneiras. É incompreensível que os demais candidatos que administraram nas últimas duas décadas não foram capazes de resolver um problema de tamanha gravidade para a saúde e a dignidade da população chapecoense. Não é justificável que falte água, com toda a disponibilidade que possuímos ao redor da cidade, como o Rio Irani, Chapecozinho e Uruguai, além de pequenos rios na própria cidade. Ainda mais com todas as agroindústrias instaladas, que demandam grande quantidade de água. Essa situação só se justifica por má gestão, falta de comprometimento com a população, falta de vontade política ou incapacidade de planejar o futuro de uma cidade que cresce rapidamente,” diz o candidato Antonio Valmor de Campos.

Ele ainda enfatiza. “Nós, do PSOL, tratamos a questão do abastecimento de água com muita responsabilidade, pois ela é essencial para a saúde pública. É por isso que defendemos o planejando ações de curto, médio e longo prazo para resolver o problema. Para o longo prazo, vamos desenvolver projetos educativos sobre a água e sua utilização; manter estudos de acompanhamento da disponibilidade e qualidade da água; promover a preservação e recuperação das matas ciliares; identificar, preservar e recuperar nascentes. No médio prazo, é preciso agilizar a captação de água em rios de maior porte, como o Uruguai, isso inclusive pode ser feito em parceria com as agroindústrias, onde a mesma adutora pode trazer água para abastecer a população e as indústrias. Além disso é preciso avaliar a possibilidade de formar um consórcio com outros municípios, para a captação de água, diminuindo os custos. No curto prazo, a CASAN será chamada a garantir o abastecimento de água na quantidade e qualidade necessária. Como alternativa pode ser feita a captação nos pequenos rios próximos à cidade, através da coleta alternada, com vários pontos de captação,” concluiu.

O candidato afirmou ainda que seu plano de governo também tem por objetivo garantir o abastecimento de água no campo, incentivando a construção de cisternas, a captação, tratamento e distribuição de água, através de associações e cooperativas, com apoio do Município. O plano tem ainda intenção de promover a proteção ambiental em locais de nascentes riachos e rios, em parceria com as comunidades locais, onde a população possa contribuir nesse processo de forma participativa e pedagógica.

“Visando preservar a qualidade da água, exigiremos da CASAN o cumprimento do contrato com o município da coleta e tratamento do esgoto e avançar para atingir 100% da cidade e criaremos um programa educativo/participativo para discutir com a comunidade a necessidade de regularizar situações que provocam poluição da água e solo.Entendemos que há uma relação direta entre a disponibilidade da água com a preservação ambiental, portanto é preciso que a administração municipal assuma a responsabilidade de realizar investimentos em projetos educativos de preservação ambiental, na economia da água e nas ações de fiscalização. É com esse conjunto de atividades que não faltará águas nas torneiras da população,” encerrou.