Por: Coluna Pelo Estado por Ewaldo Willerding | 14/04/2021

A distância entre o governador afastado de Santa Catarina e a governadora interina nunca foi tão grande. Protagonistas da chapa que conquistou a maior vitória eleitoral na história política catarinense, com 71% dos votos em 2018, Carlos Moisés e Daniela Reinehr não têm mais condições de sentarem à mesma mesa, tantas são as barreiras e divergências que os separam. Os movimentos administrativos da atual chefe do Executivo estadual, com trocas no secretariado; os disparos de memes agressivos de ambas as partes; e as declarações públicas, tanto em entrevistas quanto em contas em redes sociais, evidenciam a rota de colisão.

Os sinais iniciais de desgaste vieram nas trocas do primeiro escalão. Mesmo sem saber se ficará no cargo até dezembro de 2022, Daniela nomeou Rogério Macanhão, seu colega de faculdade, para a Fazenda; a advogada Ana Blasi, que fez sua defesa no primeiro processo de afastamento, para Administração; por Alexandre Waltrick para a Defesa Civil e Jorginho Davi assume a Articulação Nacional. “Queremos recuperar a credibilidade do Estado”, destacou a governadora num discurso forte, com cara de oposição.

O afastamento preocupa o setor produtivo. Em nota pública, o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) defendeu a “celeridade no processo de julgamento de impeachment do governador Carlos Moisés, em nome da segurança jurídica e institucional em Santa Catarina”. O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

O processo de impeachment segue e o presidente do Tribunal Especial de Julgamento, o desembargador Ricardo Roesler, não pretende estendê-lo.

Lockdown

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alesc apresentou, nesta terça-feira, 13, parecer favorável ao PL 51/2021, de autoria da deputada Ana Campagnolo (PSL), que visa impedir que o governo decrete o fechamento de estabelecimentos do comércio e da indústria, sem reunião prévia com representantes das entidades que representam empregadores e empregados. De acordo com a proposta, a reunião deverá ser realizada com, no mínimo, 48 horas de antecedência a qualquer determinação restritiva ao funcionamento dos estabelecimentos.

1 milhão de vacinas

Santa Catarina alcançou mais de 1 milhão de doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas no Estado. São 1.056.474 doses aplicadas, entre a primeira dose (D1) e a segunda dose (D2). Do total, 819.328 correspondem à primeira e 237.146 à segunda. Os dados são do Balanço Parcial de Vacinação contra a Covid-19 divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Eles são fornecidos pelos municípios catarinenses e compilados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). Um novo lote de imunizantes é esperado para esta semana. A campanha já avançou, mas falta muito ainda para deixar a população catarinense mais segura.

Napoleão

O pré-candidato ao governo e ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, vai percorrer 25 cidades do Oeste. O objetivo é conhecer de perto as demandas e necessidades da região, além da troca de experiências de gestão. Este roteiro é fruto de reunião entre o presidente do PSD, Milton Hobus, e o ex-governador Raimundo Colombo, com Napoleão. “O PSD terá candidato a governador e o nome será definido no início do ano, pelo conjunto das lideranças e da base”, disse Napoleão.

Vale Gás

A CCJ da Alesc aprovou nesta terça-feira, 13, o projeto que cria o Programa Vale Gás em Santa Catarina, de autoria do deputado Paulo Eccel (PT). O objetivo da proposta é salvaguardar a vida da população mais pobre e vulnerável fornecendo um cartão magnético com crédito para a compra do insumo às famílias consideradas carentes e integrantes do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Segundo o projeto, há 566 mil pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Estado, ou 8,5% com menos de R$ 420 por mês.