Por: Coluna Pelo Estado por Ewaldo Willerding | 09/03/2021

Após os 14 dias de vigência do decreto que impôs novas restrições sócio-econômicas em Santa Catarina, o governo do estado tem mapeado encontro com prefeitos, deputados e órgãos de controle para avaliar o cenário e definir sobre qual o caminho tomar no combate à pandemia. No sábado, 6, foram publicados os dados da Matriz de Risco Potencial e, pela segunda semana seguida, todas as regiões se encontram em nível gravíssimo.

No material divulgado pela secretaria da Saúde, se destaca a fala da analista de dados Bianca Vieira, do Centro de Operações de Emergência em Saúde. “Todos os indicadores estão gravíssimos e nos chama a atenção a taxa de contaminação altíssima. O número de casos ativos cresce diariamente e não apresenta nenhuma tendência de estabilização até o presente momento”, alertou. Sem indicativo de melhoras, nem números em baixa, fica difícil imaginar medidas de flexibilização no estado. Prefeituras têm anunciado decisões mais rígidas, como em Lages, Chapecó, Jaraguá do Sul, Joinville, Criciúma e Tubarão, por exemplo.

O MPSC fez uma reunião com o seu Grupo de Crise no final da tarde desta segunda-feira e o que foi tratado deve ser levado ao governador Carlos Moisés nesta terça-feira, 6. O órgão defendia a adoção de ações mais rígidas, mas acabou dando um voto de confiança ao governo. Agora quer ver os resultados. O MPF, por sua vez, recomendou que o Ministério da Saúde adote com urgência, em todo o território brasileiro, medidas mais enérgicas. Em recomendação assinada por procuradores da República de 24 Estados e do Distrito Federal, pede providências imediatas para evitar o iminente colapso nacional. Moisés se vê pressionado entre setores produtivos que são contra o fechamento geral e números que assustam. Terá que avaliar bem o cenário para saber tomar a decisão correta.

Hemosc

O volume de doadores nos hemocentros de Santa Catarina diminuiu significativamente nas últimas semanas, resultando na baixa dos estoques sanguíneos. Por isso, o Hemosc reforça a necessidade de doações para manutenção do banco, principalmente para o tipo sanguíneo O+, e os tipos O- e A+. Os estoques reduziram em torno de 50%. A doação de sangue é com hora marcada, que pode ser por telefone ou agendamento direto no site. O Hemosc também adotou várias medidas preventivas durante a pandemia.

Gás Natural

A SCGÁS registrou novo recorde histórico na média de vendas diária de Gás Natural em SC. Em fevereiro, foram comercializados 2.147.109 m³ do insumo, valor 3,46% maior à média de fevereiro de 2020, demonstrando recuperação após o período de crise provocado pela pandemia. O resultado também é 0,43% superior ao último recorde histórico registrado em novembro de 2020 e 4,20% maior que as vendas de janeiro de 2021, que já indicavam crescimento no consumo. Atualmente, o Gás Natural é comercializado para mais de 17 mil clientes diretos em Santa Catarina, entre indústrias, comércios, residências e postos de GNV. Somente em fevereiro, a SCGÁS conectou 181 novos clientes à sua rede de distribuição de Gás Natural, principalmente novas unidades residenciais.

UVESC

Com o objetivo de tornar a União de Vereadores de SC (Uvesc) uma entidade com força equivalente no Legislativo ao que a Fecam representa para os executivos municipais, jovens vereadores de todo o Estado têm se organizado para definir ações e unir nomes de diferentes siglas para um projeto comum. Liderada por Lucas Ramillo (PP), 24 anos, de Faxinal dos Guedes, a chapa Renovação, União e Força já está fechada com mais 13 nomes. As eleições serão dia 24, durante congresso da entidade em Florianópolis.

LUTO

O ex-deputado estadual Genésio Goulart faleceu nesta segunda-feira (8), aos 66 anos, em Tubarão, vítima de doença degenerativa, diagnosticada em 2009. No último sábado ele precisou passar por uma cirurgia de emergência no Hospital Socimed, de onde foi transferido para UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Genésio Goulart foi vereador (1992-1996) e prefeito (1997-2000) de Tubarão. Por duas vezes se elegeu deputado estadual (2003-2007) e (2007-2011). O ex-deputado era viúvo e deixou dois filhos.