Por: Coluna Pelo Estado por Ewaldo Willerding | 28/01/2021

O governo técnico não deu certo, quase acabou em impeachment. Depois de apostar por dois anos num formato diferenciado de tudo que já se viu na política catarinense, com indicações fora do ambiente partidário, mas que produziram muito mais crises do que sucessos, Carlos Moisés sucumbiu e aderiu ao formato da velha política. Nesta segunda metade de governo, deputados assumem secretarias e o maior partido de SC, o MDB, passa a ter voz dentro do colegiado. Para reforçar, as denúncias do envolvimento do chefe do executivo catarinense na desastrada compra dos respiradores foram arquivadas tanto na Polícia Federal como no Ministério Público de SC. Assim, o caminho está livre para a nova fase.

O anúncio do deputado estadual Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (MDB), para Secretaria da Educação é mais um passo neste sentido – o primeiro tinha sido a escolha do também parlamentar Altair Silva (PP) para a Agricultura, abrindo caminho para que o ex-presidente Silvio Dreveck (PP) voltasse à Alesc.

Se soma a este movimento a possível e provável eleição de Mauro de Nadal (MDB) para a presidência da Assembleia Legislativa, numa escolha de consenso e que deverá garantir ao governo Moisés os nove votos da bancada emedebista – vale lembrar que pautas importantes devem ser encaminhadas aos Legislativo, como a reforma da previdência, por exemplo.

Para finalizar, falta apenas o fim do segundo processo de impeachment, que trata dos respiradores e perde força com os arquivamentos da PF e MPSC. O presidente do Tribunal Especial, desembargador Ricardo Roesler, aguarda um posicionamento do STJ para marcar a data e colocar a denúncia em votação.

Com a absolvição quase certa, Moisés ficará à vontade para tocar sua administração até o fim, com técnicos e políticos no governo, como sempre foi na história política de SC. O que vale é a competência.

BRDE e ACIJ

Os diretores do BRDE em SC, Marcelo Haendchen Dutra e Vladimir Arthur Fey, receberam a visita do presidente da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), Marco Antonio Corsini. No encontro, os diretores do BRDE apresentaram as ações e o apoio aos empresários durante a pandemia do coronavírus. O presidente da ACIJ também destacou os projetos e a programação prevista em comemoração aos 110 anos da instituição, celebrada em 16 de fevereiro. Uma das iniciativas é a atualização do livro que resgata a história da ACIJ.

Setor produtivo

A Federação das Indústrias (Fiesc), em parceria com a Fecomércio, a Faesc e Fetrancesc, lança nesta quinta-feira (28) uma plataforma on-line que oferece uma série de cursos gratuitos, cadastro de currículos e acesso às vagas anunciadas pelo setor produtivo. O lançamento da ferramenta ocorre a partir das 14 horas, durante reunião do Conselho de Governança do Movimento Santa Catarina pela Educação, e pode ser acompanhado pelo canal da FIESC no YouTube. A iniciativa marca o novo ciclo do Movimento SC pela Educação, com foco na recolocação de profissionais qualificados no mercado de trabalho, e está vinculada ao programa Travessia, que orienta a reinvenção da economia para transformar SC em referência em desenvolvimento sustentável.

Pesquisa

A Santur vai coordenar nova pesquisa na maior cidade do estado com objetivo de averiguar o comportamento do turista que visita Joinville e deixa o município pelo Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola. A pesquisa começou nas áreas de embarque na segunda-feira, 25, com a abordagem dos viajantes que retornam aos seus lugares de origem. O mesmo levantamento já foi realizado no Floripa Airport, no projeto-piloto na Capital, e deve ser realizado em outros aeroportos de Santa Catarina.

Agronegócio

O agronegócio segue com grande destaque na economia catarinense, mesmo em tempos de crise. Em 2020, o setor respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,7 bilhões. O estado ampliou sua presença internacional, principalmente com os embarques de carne suína, produtos florestais e do complexo soja. Os números positivos são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).