Por: Quirino Ribeiro | 17/12/2019

Há um sentimento geral no mercado e na sociedade segundo o qual 2020 assinalará o início de um longo período de crescimento econômico sustentado. A economia irá, finalmente, destravar e os projetos de investimento ganharão vida e forma. Esse é o desejo latente de empresários, empreendedores, trabalhadores e outros atores do mercado, acumulado no decurso desse fatídico ciclo de cinco anos da crise iniciada em 2014.

A PERCEPÇÃO

Não é apenas psicossocial. Corroboram com esse sentimento os indicadores macroeconômicos todos positivos: inflação sob controle, juros no mais baixo patamar da história, risco-Brasil em queda. No mundo existem capitais financeiros estocados a espera de clima e ambiente apropriados para que sejam investidos em projetos produtivos.

OS SINAIS DE RETOMADA

Da atividade econômica surgem em diversos setores – como veículos, máquinas e equipamentos, sinalizando uma trajetória de crescimento sustentado da economia. Refletindo esse cenário, a projeção de crescimento do PIB para 2020 está em 2,32% poderá ser revista para cima. O mercado já trabalha com 2,5% e 3%. A agricultura dará importante contribuição nessa retomada.

É PRECISO RECONHECER

Que o Governo está determinado a apoiar o setor produtivo, estimulando a produção e apoiando os empreendimentos produtivos. São testemunhas evidentes dessa inclinação do Governo a Lei da Liberdade Econômica, o Cadastro Positivo, a reforma da Previdência, a preparação das reformas Administrativa e Tributária e os ajustes das contas públicas.

OS SINAIS DE MELHORAS

Preparam o terreno para a retomada do crescimento e a reversão das expectativas reflete o sucesso das estratégias do Governo. Por isso, em 2020 o crescimento será puxado pelas empresas e pelo ajuste fiscal. Ou seja, será resultado do binômio ajuste fiscal e produtividade. Como disse o ministro Paulo Guedes, “chega de voo de galinha”.

O SETOR PRIMÁRIO FARÁ PARTE DESSE ESFORÇO

As exportações do agronegócio continuarão elevadas, especialmente nos segmentos de carnes e grãos. Os resultados serão ainda melhores se a agenda da produtividade avançar com abertura comercial, desburocratização, revisão das normas trabalhistas e reforma tributária.

NO MERCADO EXTERNO ESTÁ NOSSA GRANDE SAÍDA

O Brasil responde há décadas por pouco mais de 1% do comércio planetário e nunca superou essa barreira. É preciso estabelecer parcerias estratégicas e posicionar o Agro como um ativo do Brasil nas suas relações com o mundo. O Brasil precisa de visão estratégica para diversificar exportações para a China, protagonista do mercado mundial. Sugere-se estabelecer acordo de facilitação de comércio para eliminar entraves burocráticos entre os dois países. É necessário ampliar a cooperação também com os Estados Unidos, incluindo maior coerência e convergência regulatória.

MERCOSUL

É imperioso promover uma nova dinâmica para o Mercosul, com a efetiva implementação do acordo com a União Europeia e ênfase a uma maior integração com outros importantes blocos econômicos. Em 2020, com certeza, caminharemos nessa direção. (José Zeferino Pedrozo – (Presidente da Faesc e do Senar/SC).

REUNIÃO OCESC – FRENCOOP/SC E SECRETÁRIO DA FAZENDADD

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina, Luiz Vicente Suzin, e o presidente da FRENCOOP/SC, deputado Moacir Sopelsa, reuniram-se com o Secretário Estadual da Fazenda, Paulo Eli, em Florianópolis. No encontro, que não teve caráter oficial, foram discutidos diversos temas de interesse das cooperativas catarinenses, em especial as do ramo agropecuário.

O SECRETÁRIO DEMONSTROU

Estar bem informado sobre o cooperativismo e sobre os impactos de uma mudança de sistema de tributação unilateral. Salientou que praticamente todos os benefícios do agronegócio já foram restituídos pelo Executivo e estão sendo referendados pela Assembleia Legislativa.

CONFAZ

Muitos dos assuntos que estão sendo debatidos neste ano deverão retornar à pauta até abril de 2020, quando o Convênio CONFAZ 100/1997 voltará a ser debatido entre os Estados e pontos específicos poderão ser revisados. As cooperativas agropecuárias de Santa Catarina têm expectativas importantes sobre o rumo dos assuntos do CONFAZ, em especial aqueles que permitem a redução da base de cálculo dos insumos agrícolas.

LUIZ VICENTE SUZIN

Avaliou como muito produtivo o contato e colocou a OCESC à disposição para colaborar com o Executivo estadual para construir um ambiente que coloque Santa Catarina em condições de equilíbrio de competitividade em relação aos outros Estados, especialmente com o Rio Grande do Sul e o Paraná.

 

“O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento”. (John Kennedy)