Por: Quirino Ribeiro | 28/05/2020

Parece que o Senado está preocupado na aprovação do projeto de autoria do senador Randolfe Rodrigues que prevê o adiamento das eleições municipais, de 4 de outubro para 6 de dezembro. E a votação do projeto deve ocorrer em caráter de urgência, mesmo que a sessão seja realizada de forma virtual neste período em que o País está em ‘guerra’ contra a Covid-19. E O MAIS IMPORTANTE DISSO TUDO

É que não há nenhuma esperança de que esse problema seja extinto antes das eleições, sejam elas adiadas ou não. A propósito, o Ministério da Saúde, segundo nota no portal da Transparência Brasil, informa que ‘enfrentaremos quatro meses muito duros’ a respeito do novo coronavírus. E alerta que estudo vinculado ao Imperial College, no Reino Unido, diz que o distanciamento físico pode durar até 12 meses ou mais, devido à Covid-19, o que pode fazer com que as eleições não aconteçam com a mesma normalidade.

VIDAS VALEM A PENA

A principal recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e dos especialistas em epidemiologia é que em caso de infecção pelo coronavírus a pessoa que não desenvolveu os sintomas graves da doença seja isolada por pelo menos dez dias do restante da família para evitar o contágio. Mas como a realidade econômica e social das famílias de nossas grandes cidades é bastante diferente isso reflete diretamente nas condições de moradia.

E PENSANDO NAS FAMÍLIAS

Que vivem em habitações de elevada precariedade, é importante criar condições para as pessoas infectadas pelo coronavírus que vivem em situação de maior vulnerabilidade social, em moradias precárias, sem as devidas condições de realizar o isolamento em sua própria casa, possam evitar a transmissão da doença para outras pessoas de sua família que as Prefeituras tenham centros municipais de acolhimento e isolamento de pacientes com o virus.

ESSES CENTROS

Em todos os municípios de nossa região, poderão ser criados em espaços públicos ociosos neste momento, como os ginásios poliesportivos das Prefeituras, escolas municipais e estaduais, ou até por meio de vagas ociosas na rede hoteleira das cidades.

DESTAQUE NACIONAL E MUNDIAL                                                             

Santa Catarina completou 13 anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 25 de maio de 2007, o estado recebeu o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e desde então se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária. Na última década, os catarinenses se tornaram os maiores produtores de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de aves e o quarto maior produtor de leite, com acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

RICARDO MIOTTO

Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural em exercício, destacou: “Em maio celebramos uma conquista muito importante para o agronegócio de Santa Catarina, em especial a produção de proteína animal. Nós estamos comemorando 13 anos da obtenção do nosso certificado, junto à OIE, como área livre de febre aftosa sem vacinação. Esse é um status sanitário diferenciado, que coloca Santa Catarina em posição de destaque no mercado mundial, dando acesso a mercados mais nobres”.

A CERTIFICAÇÃO DA OIE

É o maior status sanitário que um estado ou país pode alcançar e demonstra ao mundo, principalmente aos mercados internacionais, que cumpre todos os requisitos técnicos e que consegue comprovar a saúde de seu rebanho. A febre aftosa é uma das doenças com maior risco sanitário e econômico, por isso alguns países só compram carnes de áreas livres da doença sem vacinação, onde comprovadamente não existe a circulação do vírus e, consequentemente, o controle sanitário é maior.

É IMPORTANTE RESSALTAR

Que tudo isso foi construído desde a década de 60, envolvendo todo o setor, desde produtores, iniciativa privada, técnicos e Governo do Estado. Esse reconhecimento traz também muita responsabilidade e contamos com o apoio de todos os catarinenses para que cumpram seu papel de zelar pela sanidade animal de Santa Catarina.

“‘Promover a morte ou promover a vida! O que você está escolhendo”?