Por: Quirino Ribeiro | 22/06/2020

Ao tomar posse o novo ministro à frente do recriado Ministério das Comunicações, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) pregou a conciliação, num discurso oportuno não só pelo momento, mas pelo fato de ter sido feito diante de atores importantes da República, muitos deles, a começar pelo presidente da República, envolvidos em constantes embates entre as instâncias de poder. Pregou o diálogo, mas é necessário que sua fala não se esgote na sessão de posse e seja uma proposta a ser levada à frente.

DOIS MOMENTOS DO PRONUNCIAMENTO

Foram relevantes. No primeiro, o ministro destacou: “o grave momento também exige de nós uma postura de compreensão, de abertura ao diálogo. Se é tempo de levantarmos a guarda contra o novo coronavírus, também é hora de um armistício patriótico e deixarmos a arena eleitoral para 2022”.

FÁBIO FARIA

Levantou a bandeira branca e alertou, indiretamente, que não há vencedores num embate eivado de tantos despropósitos. Num momento em que a pandemia coloca o país numa posição crítica de segundo lugar entre os que registram mais óbitos no mundo, o diálogo é a parte mais importante para o enfrentamento. Hoje, o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais caminham em compartimentos estanques, comprometendo ações que só dariam certo se todos estivessem na mesma sintonia.

AINDA HÁ TEMPO

Mas os lados, como também destacou o ministro, precisam estar dispostos a mudar suas posturas. “É preciso, sobretudo respeito e que deixemos nossas diferenças político-ideológicas de lado para enfrentarmos esse inimigo comum que, lamentavelmente, tem tirado vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país”.

PRESIDENTE JAIR BOLSONARO

Em rápido pronunciamento destacou o respeito à Constituição, embora o debate em torno da hermenêutica constitucional venha sendo a pedra de toque dos debates que ocorrem pelo país afora. A leitura que se faz do principal documento do país tem sido motivo de controvérsias, sobretudo pelo uso de viés eminentemente político e de conveniência que tem sido adotado por alguns segmentos.

O DIÁLOGO REPUBLICANO

É a saída viável para tais impasses, sobretudo por não inibir conciliações sem que as partes precisem abrir mão de sua visão ideológica. Como foi destacado na sessão de ante ontem, quando o STF confirmou o inquérito das fake news, é necessário distinguir opiniões de ameaças, pois elas não se coadunam, e o que o país menos precisa agora é de enfrentamentos que levem ao retrocesso.

MULHERES COOPERATIVISTAS

As Cooperativas são organizações dinâmicas que interagem homens e mulheres das mais variadas profissões e setores da economia. Embora seja um ambiente majoritariamente masculino, elas estão conquistando rapidamente espaço, voz, voto e cargos de comando: há 15 anos elas representavam apenas 8% do quadro social, hoje são 40% ativas nas cooperativas.

O PRESIDENTE DA OCESC

Luiz Vicente Suzin assinala que os dirigentes cooperativistas valorizaram o papel da mulher e, por isso, criaram novas formas de participação, como encontros estaduais, programas específicos, cursos e treinamentos, além de produtos e serviços especialmente destinados ao sexo feminino, elevando a qualidade do relacionamento entre os quadros diretivos e a base cooperativada.

A MULHER AGREGOU

Qualidade e dinamismo às instituições as quais passou a participar – especialmente no cooperativismo. Exemplifica que “as atividades desenvolvidas nas assembleias, cursos, treinamentos, dias de campo, comitês educativos e grupos de trabalho tornaram-se mais dinâmicas, mais produtivas, mais consequentes”.

DE ACORDO COM O PRESIDENTE

A mulher é mais detalhista, metódica e leal aos princípios do cooperativismo, não falta às reuniões e estimula a participação do homem. Sua presença contribuiu para harmonizar as diferenças, atenuar as tensões, fortalecer os pontos de convergência e realçar os interesses comuns. (Fonte: Sistema Ocesc-Sescoop/SC).

“O rio corta a rocha não por causa de sua força, mas por causa de sua persistência”. (Jim Watkins)