Por: Quirino Ribeiro | 06/01/2021

O ano começa, e a maior esperança de todos para que a vida volte ao normal está na imunização em massa da população. Mas o que temos de fato até agora para alimentar essas expectativas? A equipe do novo Governo municipal disse que uma das primeiras ações é estabelecer um protocolo para tratamento precoce da Covid 19.

JOÃO RODRIGUES

“Não será obrigatório, mas tem que estar disponível. Não se pode é dificultar. Não pode alguém ficar entubado na UTI porque faltou tratamento precoce”. Para isto está buscando com laboratórios nacionais a compra de vacinas para antecipar a imunização. ”Estamos perdendo conhecidos amigos, familiares, pessoas conhecidas na cidade e eu não vou ficar esperando”. 

A NOVA EQUIPE DE SAÚDE

Vem trabalhando com dois cenários para a cidade: um, que o Governo federal assume a compra das vacinas, e outro, que o próprio Município tem que desembolsar o valor para garantir a imunização. De qualquer forma, a pasta vem elaborando um Plano Municipal de Imunização contra a Covid-19, porque, em qualquer um desses casos, será preciso deixar preparadas toda a estrutura e a logística de vacinação das pessoas.

O MAIOR PROBLEMA

Está na dependência de aprovação das vacinas pela Agência de Vigilância Sanitária para a compra da vacina do Instituto Butantan, produzida conjuntamente com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. Os resultados de eficácia do imunizante serão apresentados com a base de dados para análise. A expectativa é grande, pela apresentação dos resultados, submetidos imediatamente à Anvisa o pedido de registro definitivo e de autorização para uso emergencial da vacina. Com isso, o anúncio prometido ficou para janeiro.

OS TESTES DE FASE 3 

Estão sendo realizados simultaneamente em Brasil, Turquia e Indonésia. Para que seja aprovado, o imunizante deve atingir patamar mínimo de eficácia de 50%, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Oficialmente, sabe-se que a vacina não teria atingido os 90% no Brasil, mas os pesquisadores brasileiros ainda não liberaram a informação e apenas garantem que os níveis necessários foram obtidos, o que já representa um alívio, pois, dessa forma, pode-se assegurar um nível de proteção contra a Covid-19 e obter o registro da Anvisa.

OUTRA VACINA

Que está na rota do país é a desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca. Essa é a grande aposta do Governo brasileiro, que investiu R$ 1,9 bilhão na compra, no processamento e na distribuição de cem milhões de doses do imunizante. Na semana passada, o Reino Unido autorizou o uso emergencial de vacina, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará a produzir a vacina este mês, quando pretende pedir o registro à Anvisa. Além de mais barato, o imunizante é de mais fácil distribuição, pois pode ser conservado em freezers convencionais, sem a necessidade de preservação a -70 graus Celsius.

ENQUANTO AS DUAS APOSTAS DE IMUNIZAÇÃO

Para o Brasil parecem ter uma solução em janeiro, outro entrave que terá que ser enfrentado pelas autoridades é a disponibilização de seringas e agulhas. Na semana passada, o Ministério da Saúde fracassou na primeira tentativa de comprar os insumos e, das 331 milhões de unidades que pretendia adquirir, só conseguiu 7,9 milhões. Representantes do setor vinham alertando sobre o problema desde meados do ano, mas, mais uma vez, o Governo federal negligenciou seu planejamento.

A POPULAÇÃO 

Que nutre esperanças na vacinação deve aguardar por novas notícias estes mês, e enquanto isso, o combate à pandemia só pode ser feito com distanciamento social, máscaras e álcool em gel.

“Acredito que é o momento para se juntar forças, as boas ideias e tentar espalhar mensagens positivas”.