Por: Quirino Ribeiro | 23/12/2019

O boletim Focus do Banco Central, divulgado em 18 de novembro, indica que os analistas esperam forte crescimento da economia em 2020, comparado com 2019. De acordo com o documento, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano não deve chegar a 1% (0,92%), a expectativa para o ano que vem é que ultrapasse os 2% (2,17%).

ESSA TENDÊNCIA DE ALTA

É verificada há algum tempo, já que o mesmo Focus havia registrado projeção de 2,08% uma semana antes e de 2% há um mês. Os números registrados no segundo semestre justificam o otimismo. Outros indicadores importantes, como o crédito e o emprego, estão tomando rumo positivo e a atividade econômica mais forte no fim deste ano, seguindo a tendência do semestre, ainda vai impulsionar os primeiros meses de 2020.

TODA ESSA REVITALIZAÇÃO

Ainda vem acompanhada de queda acentuada nos juros, chegando a 5%, o menor patamar da história, e com tendência de mais baixa, chegando a 4,25% no fim de 2020, segundo o Focus. Esse ambiente é mais um estímulo para a economia. Mais do que conjuntura, no entanto, medidas estruturantes que estão sendo implantadas certamente vão estimular a economia. A reforma da Previdência vai trazer economia importante e dar mais fôlego para investimentos públicos fundamentais para sustentar taxas de crescimento mais elevadas, como na área de infraestrutura, por exemplo.

CONTAS PÚBLICAS MAIS SAUDÁVEIS

Também aumentam a confiança dos investidores, que passam a financiar com vigor a produção. Ao mesmo tempo, a diminuição de burocracia para a abertura e funcionamento das empresas, bem como a modernização de normas trabalhistas, tendem a impulsionar o empreendedorismo e a geração de empregos.

HOJE, O PAÍS

Encontrou rumo para a economia e deve preservar as orientações que facilitam os negócios, concentram os recursos públicos nas áreas em que são indispensáveis e estabelecem segurança jurídica para investidores. Ao mesmo tempo, é importante que a administração pública observe com mais atenção as distorções na distribuição de renda, atue com medidas para minimizar esses efeitos em curto prazo e promova a inclusão social com mais reformas estruturantes.

POR FIM, É FUNDAMENTAL QUE O PAÍS

Encontre equilíbrio político. As tensões que enfrentamos atualmente prejudicam qualquer tipo de projeto em curso e precisam ser superadas. Estabilidade fiscal e política, com País unido. É disso que precisamos para ter 2020 muito melhor do que 2019.

DÓLAR ALTO

Especialistas apontam três motivos básicos, que também corroboram essa previsão: o primeiro é a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, que diminui o fluxo de dólares no mercado brasileiro. O segundo é a menor taxa de juros praticada no Brasil, o que é bom para os consumidores internos, mas espanta investidores que especulam no mercado financeiro e que levam suas economias para mercados mais rentáveis. Por último, mas não menos importante, as declarações desnecessárias feitas pelo ministro da Fazenda sobre a volta de regime ditatorial também ajudam na fuga de capital estrangeiro, diminuindo ainda mais a quantidade de dólares que circulam no Brasil.

TOFFOLI

Para o ministro Dias Toffoll, ‘foi a Lava Jato que destruiu empresas no País’. Bom, para ele, que vem se mostrando mais advogado dos corruptos do que ministro idôneo, o que ele diz tem credibilidade ‘zero’. Não representa absolutamente nada, apenas nos faz dar boas gargalhadas. Tamanha barbaridade dita foi apenas Toffoli sendo Toffoli, braço direito do PT na Justiça brasileira.

“O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento”. (John Kennedy).