Por: Quirino Ribeiro | 16/10/2020

Celebrado ontem tem muito a ser comemorado. Em essência, a atuação dos professores sempre envolveu entrega descomunal. Entretanto, essa constatação ficou escancarada para a sociedade brasileira, sobretudo para pais e responsáveis, durante a pandemia. Exercício profissional, diante da necessidade de aulas remotas, tornou-se verdadeira maratona de superação e amor pela educação.

PARA SE TER IDEIA

Levantamento que questionou o quanto docentes estavam preparados para usar, no ensino, as Tecnologias da Informação e Comunicação, mostrou que, no Brasil, somente 64,2% se sentiam confortáveis com a temática. Ou seja, a cada três professores, uma teve que superar muitas barreiras para continuar ministrando aulas.

COM CONVICÇÃO,

Digo que essa conduta dos professores não me surpreendeu, porque sempre soube da dedicação que envolve a decisão de se tornar educador no Brasil. Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem aponta que entre principais motivações para ingressar na profissão estão a possibilidade de contribuir com a sociedade (97,2%); chance de influenciar o desenvolvimento de jovens e crianças (95,4%); e a atividade permitir ao profissional beneficiar pessoas menos favorecidas socialmente (93,7%). Professores – ao lado dos profissionais da saúde – são alguns dos protagonistas do momento que vivemos.

DIANTE DAS HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO

Alguns decidiram caminhar quilômetros para levar atividades para alunos sem internet; outros tiveram que conciliar a vida profissional e a dinâmica familiar em mesmo ambiente; e houve os que abriram diálogo com pais e responsáveis para juntos encontrarem a melhor alternativa educacional – confesso que a solidariedade entre docentes foi algo que me comoveu.

PESQUISA

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico mostrou que 39% utilizaram sugestões dadas por outros professores. A troca entre eles foi muito grande; amparo e empatia entre pares. Mas, claro, o período não envolve apenas superação; engloba preocupações, sobretudo equilíbrio emocional dos professores e risco de voltar às aulas presenciais sem vacina. Vejo que, como sociedade, estamos todos aprendendo juntos.

NO LIVRO ANTIFRÁGIL

Coisas que Se Beneficiam com o Caos, de Nassim Nicholas Taleb, há conceito que ilustra muito bem o momento que vivenciamos. Antifrágil está para além do que é resiliente e robusto; resiliente resiste a impactos e permanece o mesmo. Antifrágil fica melhor, porque enfrenta choques e cresce com eles, ou seja, melhora diante de situação inesperada. Enxergo educadores brasileiros sendo pautados por essa conduta. Por isso, a eles, a minha admiração.

A TODOS OS PROFESSORES

Sem distinção, meu agradecimento e minha admiração. A vocês todo meu carinho. Muito grato sou por todo o repasse de valiosos ensinamentos. Torço muito para que tenham o reconhecimento merecido, mestres, tanto pessoal quanto profissional.

PROGRAMA JURO ZERO

Programa Juro Zero estimula investimentos e o crescimento de pequenos negócios no Estado.  Só no mês de agosto, o programa registrou a marca de R$ 5,2 milhões em concessões de crédito, para mais de mil MEIs catarinenses. É o carro-chefe na formalização de Microempreendedores Individuais e no incentivo aos pequenos negócios em SC.

COMPARANDO AGOSTO DE 2020

Com o mesmo período do ano passado, o programa apresentou um aumento de 14,8 % em operações e de 74,7% em valores. De janeiro e agosto de 2020 foram mais de R$ 36 milhões em concessões. Desde que foi implantado, em 2011, o Juro Zero emprestou mais de R$ 313 milhões, movimentando diretamente mais de R$ 360 milhões na economia catarinense. O Programa, que atende 100% dos municípios catarinenses, é operacionalizado pelo Badesc e conta, ainda, com parceria da Associação das Instituições de Microcrédito e Microfinanças da Região Sul do Brasil (Amcred/SC) e do Sicoob – Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil.

“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”.