Por: Quirino Ribeiro | 05/12/2019

É fato que a eleição majoritária chama mais a atenção por ser um cargo único, seja prefeito, governador ou presidente, mas o preenchimento dos postos legislativos, muitas vezes negligenciado pelo eleitor, deve ser alvo de atenção, pois são vereadores e deputados os responsáveis pela elaboração de leis e, sobretudo, pela fiscalização do Executivo na necessária divisão dos poderes. Às vésperas do ano eleitoral, a discussão é rasa quando se trata da Câmara Municipal. O eleitor e os setores formadores de opinião especulam sobre os nomes que irão para o grid de prefeitos, deixando à margem a formação do Legislativo.

TRATA-SE DE UM EQUÍVOCO

Pois os bastidores mostram quão ativo está o processo de candidaturas. Os pré-candidatos fazem contas, pois o pleito de outubro de 2020 terá novidade com o fim das coligações e o piso de 10% do quociente eleitoral. Até então, os acordos tinham o viés das alianças – interessadas ou não -, que garantiam a eleição de candidatos com baixo potencial de votos graças aos puxadores. Tal “perversidade” deixava de fora nomes bem votados em detrimento de eleitos, realizando algo sem saber e sem necessidade de gastar energia.

COM A NOVA REGRA

O salve-se quem puder se voltou para o público interno, isto é, os partidos, em vez de pulverizarem suas listas para apresentar o maior número de candidaturas, inclusive pelos partidos “aliados”, agora se concentram com o olhar voltado para dentro: estão à caça de bons de voto para garantir espaço na Câmara Municipal.

POR CONTA DISSO, AS PERSPECTIVAS MUDARAM

Obrigando até mesmo os bons de voto a procurar abrigo em legendas com maior grau de segurança. Por isso, não haverá surpresa se até abril, quanto terminam os prazos, ocorrer uma dança de cadeiras no Legislativo.

ESSE CENÁRIO

Faz parte do jogo e aponta para o aperfeiçoamento da lei, a fim de garantir a representatividade mais próxima ao interesse do eleitor. Cabe aos partidos se articularem para ganhar espaços. Uma das estratégias será lançar candidatos majoritários para chamar a atenção do eleitor. Dessa forma, não haverá surpresa se o número de pretendentes ao cargo de prefeito crescer, mesmo se sabendo que muitos estão apenas jogando para o time, já sabendo que ficarão fora da etapa final.

PARTIDOS POLÍTICOS

Bastariam dois. No Brasil há vários partidos políticos. Pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Fundação Getulio Vargas de 2018, entretanto, afirma que apenas duas siglas já seriam suficiente para representar a sociedade brasileira no Congresso Nacional, e que dos 25 partidos com representatividade na Câmara, são todos de posições mais que semelhantes. Só lembrando que tem dezenas de outros partidos na fila a serem criados.

FIM DE ANO COM AVANÇOS NO COOPERATIVISMO

O ano de 2019 tem tudo para terminar com avanços e alegria ao cooperativismo e ao setor agropecuário catarinense. Os resultados das atividades econômicas têm se apresentado como positivos, com raríssimas exceções no agronegócio, e quase nada de negativo no cooperativismo. Pelo menos essa é a sensação que se sente nas conversas que se tem nos contatos com dirigentes e líderes do setor.

ESPECIFICAMENTE NO COOPERATIVISMO

Temos a destacar as sucessivas homenagens que vêm acontecendo, fatos que devem lisonjear o sistema, afinal, a união de todos busca exatamente resultados coletivos e que através do econômico se atinja o social das famílias cooperativadas. Há que se ressaltar também os investimentos importantes em diversas cooperativas, cujas obras e serviços foram entregues nesse ano, ressaltando como as mais expressivas: a ampliação do frigorífico Aurora de Chapecó que duplicou sua capacidade de abate se tornando o maior do país; e a mais recente, a inauguração de um mega supermercado da Cooperitaipu em Pinhalzinho.

NA ESFERA POLÍTICA

Homenagens como reconhecimento, administrativo, empresarial e comunitário a diversas cooperativas. A Cooperitaipu na Assembleia Legislativa, recebendo a Comenda do Legislativo Catarinense. A Fecoagro e outras cooperativas de diversos ramos foram destacadas também pela Assembleia Legislativa, como empresas com Responsabilidade Social. Outras cooperativas apareceram em diversos rankings econômicos em nível nacional.

A FECOAGRO

Foi reconhecida pela Cidasc, em sessão especial comemorativa aos 40 anos de fundação, como parceira importante nas atividades da empresa que tem a missão principal a defesa sanitária animal e vegetal em nosso Estado, com trabalho de destaque importante para o agronegócio catarinense.

É O COOPERATIVISMO

Mostrando a força da união, sua garra na missão importante de defesa dos interesses comuns, para o bem de todos e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico dos seus associados e familiares. Alguém já imaginou como seria a agricultura catarinense se não existissem as cooperativas?  Pense nisso. (Trecho do artigo Por Ivan Ramos diretor executivo da Fecoagro).

Faça valer a pena, as oportunidades não voltam”.