Por: Quirino Ribeiro | 10/01/2020

Este ano guarda em si série de expectativas. Estamos iniciando os anos 20 do atual século, com olhos na recuperação da economia nacional e na retomada de crescimento, mesmo ainda tímido, que são benéficas a todo brasileiro. Mas, mais que isso, vivemos momento em que se estabelecem novos conceitos de sociedade, modelos econômicos e comportamento humano.

CHAPECÓ

Com financiamentos junto à Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil e outros recursos de fontes distintas, como Governo do Estado e Parcerias Público Privadas (Concessão do Aeroporto) os investimentos previstos totalizam R$ 130 milhões.  Agenda repleta de entregas importantes, novas obras, programas de modernização da infraestrutura e serviços municipais, ações todas norteadas por um único eixo central: fazer cidade voltada para as pessoas.

ENTRAS AS PRINCIPAIS OBRAS ESTÃO:

Centros de Saúde da Família em vários bairros, Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas, 20 novas salas de aula; Elevado; Recapeamento Asfáltico nas principais vias e acessos de Chapecó, Melhorias no Parque da Efapi; Drenagem pluvial e galerias; abastecimento de Água nas Comunidades Rurais; Abrigos de passageiros no interior; Centro de Inovação Tecnológica; Construção nova Sede do Corpo de Bombeiros Militar de Chapecó; Restaurante Popular do Bairro Efapi; Modernização da iluminação da Arena Condá, Ampliação e Modernização do Complexo Esportivo Verdão, dentre outros.

MERCADO AUTOMOTIVO

Brasil pode subir de oitavo para sexto maior mercado automotivo do mundo em 2020. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que o setor registre, este ano, um aumento de 9,4% na venda de veículos novos. A projeção é de que 3,05 milhões de unidades, entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões sejam licenciados.  Ao avançar no ranking, em que ocupa o oitavo lugar, ultrapassaria a França e o Reino Unido. Em relação à produção para este ano, o volume deve chegar a 3,16 milhões. Em 2019, as montadoras fabricaram 2,94 milhões de unidades. A alta é de 7,3%, nesse caso.

EXPORTAÇÕES – RECUO

Quanto às exportações, a perspectiva é de recuo. Para 2020, a remessa deve se aproximar de 381 mil veículos, ante os 428 mil registrados no ano passado. “Ainda é lento, mas a gente tá vendo alguns sinais, e isso pode ajudar a retomar o consumo”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. “Estamos muito conservadores com a exportação. A gente não está vendo, pelo menos a curto prazo, a retomada”, acrescentou, argumentando que o país “é muito dependente da Argentina” em relação à comercialização no exterior e que não vê nada que possa tornar o cenário mais favorável nesse sentido. (Conteúdo da Agência Brasil).

MILHO

O Brasil tornou-se em 2019 o maior exportador de milho do planeta com o embarque de 44,9 milhões de toneladas, um crescimento de 88% em relação ao ano anterior.  Superou até os Estados Unidos. “É uma situação que tem dois lados, enquanto beneficia o plantador de milho, ameaça acarretar sérios prejuízos para as cadeias produtivas da proteína animal e para o parque agroindustrial”, analisa o vice-presidente da Faesc Enori Barbieri, ex-secretário de Estado da Agricultura. A cotação na BMF/SC já está em mais de R$ 50,00 a saca.

A INSUFICIÊNCIA DE MILHO

Será decorrência de fatores naturais (seca, queimadas, atraso no plantio e redução de área cultivada) e econômicos (aumento das exportações do grão em face da situação cambial favorável). A tendência é de quadro de oferta apertado em relação à demanda. Por isso, o mercado brasileiro de milho inicia 2020, com perspectiva de preços firmes pelo menos para este primeiro semestre.

QUAL A SAÍDA?

Segundo o presidente da Faesc José Zeferino Pedrozo – que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) o assunto já foi levado à Brasília. A saída será ampliar as importações de milho da Argentina – que produz 50 milhões de toneladas e tem baixo consumo interno. Porém, o governo argentino decidiu tributar as exportações agrícolas, fato que encarecerá o preço final desse grão.

ROTA DO MILHO

Além disso, deve prosperar a chamada Rota do Milho que ligará o oeste catarinense com a região produtora do Paraguai. Esse país-membro do MERCOSUL produz 5,5 milhões de toneladas, mas pode chegar a 15 milhões com o estímulo das importações brasileiras. (Faesc).

Sou responsável por aquilo que digo, não pelo que você entende”. (Autor desconhecido)