Por: Quirino Ribeiro | 10/12/2019

É inconcebível E imoral a destinação de verbas para esse fim. Também, o número de partidos existentes, segundo consta, mais de 30 e o rol que aguarda a sua aprovação, e mais um recentemente pelo Tribunal.

A REFORMA DA LEI ELEITORAL

Era para ontem e não para amanhã, só que os nossos congressistas não estão nem aí, visam unicamente seus interesses e nada mais em detrimento de milhares de brasileiros desempregados. Destinar no orçamento uma verba de R$ 1,8 bi para esse fim e a sua alteração para R$ 3,8 bi é brincadeira, constitui, no meu entender, “crime” contra a sociedade em detrimento da educação saúde, segurança etc. É hora de darmos um basta.

MALDITO E INJUSTO

“Fundo Partidário” deixe de existir e seja usado em prol dos seus contribuintes e não dos políticos exploradores dos recursos públicos vindo do suor dos trabalhadores. Ninguém é obrigado ser candidato e quem quiser ser que faça a campanha as suas custas. Vamos anotar o nome dos chupins que usam este recurso para fazer campanha, enriquecer e nunca mais levar o nosso voto. A solução está em nossas mãos.

FUNDO QUE DIVIDE

O aumento expressivo do fundo eleitoral para financiar a campanha de 2020. Os deputados usam como argumento o fim do financiamento privado, que drenava milhões para os partidos, estabelecendo – muitas vezes – uma relação pouco republicana, típica do toma lá dá cá. Quando esse canal foi cortado, o financiamento público tornou-se a única alternativa, mas há margem para discussão, sobretudo quando se atesta que, mesmo com os vetos legais, um expressivo número de candidatos foi financiado pelo dinheiro privado.

ENQUANTO NÃO SE FIZER

A plena reforma política, a cada pleito, o debate volta à tona, causando desgaste para a própria instituição política. Some-se a isso a situação crítica de alguns setores como saúde, educação e segurança, que vivem de pires à mão diante do contingenciamento decretado pela área econômica. É fato que são situações distintas, mas explicar ao eleitor a diferença está fora da agenda do Parlamento. Por isso, o desgaste.

COM TANTO DINHEIRO

Disponível para a campanha, a sua gestão tornou-se um impasse, pois nem todos são beneficiados com a devida isonomia. Uns mais, outros menos, a repartição da verba continua sendo uma moeda de troca, pois cabe aos dirigentes o seu controle e a sua repartição, o que faz deles poderosos atores do processo político. Quase donos, em algumas legendas.

O ENFRENTAMENTO

Entre a Aliança pelo Brasil, criada pelo presidente Jair Bolsonaro, e o PSL de Luciano Bivar, por exemplo, não se dá por razões ideológicas, uma vez que, em princípio, há consenso. A questão é como ficará o fundo de quase R$ 500 milhões. Ele fica com o PSL, que elegeu a segunda maior bancada da Câmara, ou será dividido, uma vez que pelo menos a metade dos parlamentares seguiu o presidente?

AS DISPUTAS FRATRICIDAS

Acabam comprometendo o próprio anseio de partidos fortes para garantir o jogo democrático. Em tal situação, volta-se ao velho vício de muitas legendas controladas por dirigentes que têm em suas mãos também outros partidos, formando um condomínio a ser utilizado, sobretudo em períodos de campanha, mesmo com o fim das coligações proporcionais.

“A arte do político é fazer que seja do interesse de cada um ser virtuoso”. (Claude Helvetius)