Por: Quirino Ribeiro | 26/01/2021

Com a Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) desativada há 50 anos, o Oeste é uma das várias regiões que dependem exclusivamente dos caminhões e de estradas como a BR-470 para movimentar a produção. O traçado da ferrovia para ligar Dionísio Cerqueira a Itajaí é discutido desde 2014, e desde então é alvo de uma disputa política. 

A CARGA PRODUZIDA NA REGIÃO É ENORME 

E como não temos a BR-470 duplicada, e não tem hidrovia, temos que lutar por um trecho da ferrovia com ligação direta até Itajaí, passando por Rio do Sul e todo o Vale do Itajaí e transportaria em torno de 7,5 milhões de toneladas. 

ISTO MOSTRA A IMPORTÂNCIA

De uma decisão sobre a ferrovia, que poderá diminuir o gargalo que a BR-470 se tornou na região para facilitar o escoamento de produção de setores como agricultura e indústria metal-mecânica para o complexo portuário gerir e transportar as cargas. Imagine um trem do extremo oeste ao aeroporto e portos de Navegantes e Itajaí, quantos carros você eliminaria da BR-470? 

EM BRASILIA

No Ministério da Infraestrutura a FIESC em reunião com o secretário-executivo Marcelo Sampaio, e sua equipe técnica, o presidente da Federação das Indústrias, Mario Cezar de Aguiar, mostrou a viabilidade dos projetos ferroviários demandados por SC e entregou a Agenda Estratégica para a Infraestrutura Transporte e a Logística 2021, documento que contempla as propostas da entidade para a área. 

SEGUNDO MARIO CESAR AGUIAR

“O Ministério se comprometeu a reavaliar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental das ferrovias com a visão valorizar as cargas com valor agregado. A visão de que é inviável ter ferrovia em SC é equivocada. Há um enorme potencial de transporte de cargas de alto valor agregado”.

A FIESC

Fez um levantamento e todos os portos mais significativos do mundo e no Brasil têm conexão ferroviária. “Em SC temos cinco portos e ocupamos uma posição de destaque. Sediamos o segundo e o quarto porto mais movimentado do país, mas faltam ferrovias integradas à malha nacional”. 

CONSIDERANDO OS RESULTADOS POSITIVOS 

Na viabilidade sócio econômica do Corredor Leste-Oeste de Chapecó até Navegantes, a FIESC defende incorporar ao projeto da ferrovia Litorânea uma extensão do seu traçado que permita inserir o acesso ferroviário também para o porto de Itapoá. O empreendimento registra grande movimentação e se encontra em plena expansão, já contribuindo substancialmente para a movimentação de carga de contêineres do Brasil. 

TERRA BOA 

O secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva afirmou que o Terra Boa é um programa de muito sucesso que vem sendo replicado há vários anos. Um programa que atende o produtor rural de Santa Catarina com calcário, milho, kit forrageira, kit apicultura e kit solo saudável. Nós fazemos com que o incremento na produtividade de milho aconteça em Santa Catarina. 

E O ESTADO PRECISA ESTIMULAR 

Cada vez mais a produção de milho, além de pesquisar novas alternativas para abastecer as cadeias produtivas de carne e leite. Nossa intenção é que consigamos aportar cada vez mais recursos para atender um número cada vez maior de produtores. Com o Terra Boa, os produtores rurais têm uma oportunidade e um incentivo para aumentar a produtividade de suas lavouras. 

NO ÚLTIMO ANO

A Secretaria da Agricultura apoiou a aquisição de 310 mil toneladas de calcário, 216 mil sacas de sementes de milho, 1.799 kits forrageira, 329 kits apicultura, 1.635 abelhas rainha e 248 kits solo saudável. Os produtores contam ainda com a assistência técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para melhor aplicação dos recursos.

O programa é resultado de um convênio firmado entre as secretaria de Estado da Agricultura e da Fazenda, agroindústrias e cooperativas.

“O país só teria a ganhar aumentando a malha ferroviária: menos poluição, frete mais barato, menos acidentes”. (Luiza Calegari)