Por: Quirino Ribeiro | 08/12/2020

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) aprovou a qualificação de 35 novos projetos do Ministério da Infraestrutura (MInfra). Entre os projetos aprovados estão a relicitação ferroviária da Malha Oeste e a renovação da Malha Sul, a concessão de 16 aeroportos, incluindo Congonhas e Santos Dumont, e a desestatização da Companhia Docas da Bahia (Codeba) até o fim de 2022. As aprovações aconteceram durante a 14ª reunião do conselho, em Brasília, que foi presidida pelo presidente Jair Bolsonaro.

IMPORTANTES PROJETOS 

De acordo com a Secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do MInfra, Natália Marcassa, a reunião qualificou importantes projetos para a infraestrutura do país. “Hoje qualificamos 35 importantes projetos, que têm um potencial inicial de R$ 6,4 bilhões de investimentos e de geração de mais de 100 mil empregos”. 

A MALHA FERROVIÁRIA SUL

Possui extensão de 7.223 km e atende todos os estados da região, além de parte de São Paulo. Já o lado Oeste, que possui 1.973 km de extensão, compreende o Mato Grosso do Sul e parte do estado paulista.

NO SETOR PORTUÁRIO

Foi qualificada a desestatização da Codeba, que administra três portos: Salvador, Aratu e Ilhéus. A previsão do PPI é leiloar a Codeba no último trimestre em 2022. Também foram aprovadas as privatizações da Codesa (Vitória) e da Codesp (Santos e São Sebastião), além das concessões de mais cinco terminais portuários: um de granéis líquidos em Vila do Conde (PA), um de granéis sólidos e carga geral em Suape (PE), um de carga geral em Maceió (AL), um de granéis sólidos em Santos (SP) e outro de carga geral em Pelotas (RS).

JÁ NO SETOR DE RODOVIAS

Foi aprovada a relicitação do contrato de concessão da BR-163/MS, com leilão programado para 2022, além dos planos de desestatização de outros trechos que já estão com leilão programado, como o da BR-153/080/GO-TO. Além disso, foi lançado o InovaBR, programa de estímulo à modernização das principais rodovias federais, concedidas ou administradas pelo DNIT, para promover mais segurança e eficiência logística.

NO SETOR AEROVIÁRIO

Foram qualificados 16 aeroportos que fazem parte da 7ª rodada de concessões, divididos em 3 blocos (Blocos RJ-MG: Santos Dumont/RJ, Jacarepaguá/RJ, Uberlândia/MG, Montes Claros/MG, Uberaba/MG; Bloco SP–MS: Congonhas/SP, Campo de Marte/SP, Campo Grande/MS, Corumbá/MS, Ponta Porã/MS; Bloco Norte II: Belém/PA, Santarém/PA, Marabá/PA, Carajás/PA, Altamira/PA, Macapá/AP), e outros 8 aeroportos regionais do Amazonas que serão objeto de uma PPP, a primeira aeroportuária a ser realizada pelo Governo Federal. (Fonte: Governo Federal)

BALANÇO DO AGRO                                                                                         

O Setor registrou alta do PIB, VBP e exportações, além do segundo maior aumento no número de empregos no Brasil. Em coletiva virtual à imprensa o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 08apresentou o balanço 2020 e as perspectivas 2021 para o agronegócio brasileiro.

O ANO ATÍPICO DE PANDEMIA 

Impactou o setor, aumentou preços dos alimentos, reduziu parte do consumo, influenciou a alta da taxa de câmbio e trouxe prejuízos aos produtores rurais em todo o País. Porém, na análise da CNA, o saldo foi positivo para o agronegócio brasileiro. O PIB do agro cresceu 9,9% no ano, o Valor Bruto da Produção (VBP) 17,4% e os empregos formais alcançaram 102.911 novas vagas no setor.

A CNA, AS FEDERAÇÕES E O SENAR

“Foram muito eficientes, pois agimos em diversas frentes para não deixar a população com qualquer sintoma de desabastecimento. Procuramos mostrar que era possível contornar a situação, com logística eficiente e satisfatória. Na exportação, mantivemos os acordos com nossos mais de 170 países parceiros e a situação permaneceu regularizada. O Agro não parou e registrou o segundo maior aumento no número de empregos no Brasil, atrás apenas da construção civil”, analisou o presidente João Martins. 

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO 

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e 1º vice-presidente de Finanças da CNA acompanhou a coletiva e destaca os números positivos do setor. “O mais importante é que o País conseguiu garantir acordos comerciais e continuar abastecido. Foi um esforço de todo o setor, do governo, entidades e dos produtores que não pararam o seu trabalho em todos os cantos do Brasil. Isso garantiu a segurança alimentar nacional”, avaliou.

“Na verdade, as obras de infraestrutura são uma das três formas de garantir retorno do investimento 100 anos depois”.