Por: Quirino Ribeiro | 07/01/2021

Enquanto o setor de comércio e serviços está em apuros em quase todo o país não só por conta do fechamento dos pontos físicos de venda e atendimento para conter o avanço da pandemia, mas também pela queda na renda da população, alguns poucos segmentos econômicos têm conseguido sobreviver à pandemia e com resultados até surpreendentes. 

SETOR SUPERMERCADISTA

Terminou o ano com incremento de 5% nas vendas. Um movimento que reflete diretamente uma mudança de comportamento do consumidor, que tem permanecido mais tempo dentro de casa. Na lista dos setores considerados essenciais, os supermercados podem funcionar normalmente nos períodos mais duros da onda vermelha, diferentemente de restaurantes, bares e lanchonetes, que têm que ficar parcialmente fechados. 

SE AS PESSOAS TENDEM 

A ficar mais isoladas em suas casas, e sem viajar para manter o distanciamento social, a alimentação acaba sendo produzida dentro dos próprios lares. Isso explica o bom desempenho do segmento.

E-COMMERCE BRASILEIRO

Com impacto que parece natural teve o maior dinamismo. A transformação ocorreu não só por conta do aumento das vendas a distância, mas também pela diversificação dos produtos vendidos e até pelo jeito de operar, podendo o comprador utilizar canais disponibilizados em sites, WhatsApp e Instagram. E não só os gigantes do varejo on-line se reorganizaram, mas os pequenos comerciantes e produtores locais também aderiram às novas práticas.

MERCADO IMOBILIÁRIO

O ano também terminou melhor do que o esperado para o mercado imobiliário. De janeiro a novembro, as operações de financiamento contratadas com recursos da caderneta de poupança mostram um aumento de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior e é o melhor resultado desde 2014. Quem não foi diretamente impactado pela pandemia com perda de emprego ou redução da renda passou a valorizar o estar em casa. Por isso o segmento de móveis também surpreendeu positivamente no final do ano.

NESTE ANO DE 2021

Para muitos outros setores, as projeções continuam preocupantes, como de roupas, calçados e acessórios. O fim do pagamento do auxílio emergencial deve impactar milhões de trabalhadores já em janeiro, reduzindo o poder de compra, que já é mínimo. É muito difícil comemorar o bom desempenho de alguns segmentos, quando o todo parece naufragar, mas é bom saber que parte dos empregos foi preservada, assegurando renda para muitas famílias. 

SIMPLES NACIONAL                                                                                      

As empresas que querem optar pela adesão ao Simples Nacional para 2021 devem correr, pois tem até o dia 31 de janeiro para realizar essa opção e, uma vez deferida, produzirá efeitos a partir do primeiro dia do ano calendário da opção. Se a pessoa fizer a opção e houver algum tipo de restrição terá que ajustar até o fim de janeiro. Porém, se deixar para a última hora, as ações para ajustes serão praticamente impossíveis. 

ANTES DE ADERIR AO SIMPLES NACIONAL

É necessário a eliminação de possíveis pendências que poderiam ser impeditivas para o ingresso ao regime tributário, como débitos com a Receita. A opção pode ser feita pela internet no site: www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional. É importante lembrar que é possível as empresas de serviço também podem aderir ao sistema simplificado de tributação.

O ATUAL TETO DE FATURAMENTO

Para empresas do Simples Nacional é de R 4,8 milhões por ano, mas com uma ressalva: o ICMS e o ISS serão cobrados separado do DAS e com todas as obrigações acessórias de uma empresa normal quando o faturamento exceder R 3,6 milhões acumulados nos últimos 12 meses, ficando apenas os impostos federais com recolhimento unificado.

QUEM JÁ É OPTANTE

Para as empresas que já são tributadas no Simples, o processo de manutenção é automático. Ponto importante é que neste ano as empresas com débitos tributários não serão excluídas da tributação. “A decisão pela não exclusão das empresas com débito foi atendendo uma solicitação do SEBRAE. Diante ao atual cenário de pandemia e crise financeira, nada mais coerente para com as empresas”, avalia Welinton Mota.

“Na contra mão da vida eu estava até que resolvi olhar pra dentro de mim. Aí entendi que pra mudar o mundo eu preciso começar mudando a mim mesmo”. (Hellynho Lopes)