Por: Quirino Ribeiro | 04/02/2020

Em todo o Brasil, diagnóstico revela a existência de 2.555 grandes obras paralisadas, com total contratado de R$ 89,6 bilhões de reais. O trabalho executado pelos 33 Tribunais de Contas do país identificou que a maioria das obras paradas está na Região Sudeste (32%). O Nordeste concentra 27%, o Norte, 20%, o Centro-Oeste, 11% e o Sul, 10%. Foi constado que a maior incidência ocorre na área da Educação (21,3%), seguida da Infraestrutura (18,8%), do Saneamento (15,2%), da Mobilidade Urbana (15,2%), do Transporte (14,9%).

AS PARALISAÇÕES

Foram motivadas, principalmente, por problemas de repasses de recursos (20,9%), pendências com as empresas contratadas (20,5%), falhas no planejamento (19,1%), contingenciamento (17%), execução (11,3%). Também ficou claro que 50,8% foram determinadas pelo gestor responsável e 9,1% ocorreram diante de abandono pela empresa contratada.

SANTA CATARINA

Levantamento do Tribunal de Contas de SC apontou a existência de, pelo menos, 65 obras paralisadas no Estado, com total contratado de R$ 586 milhões de reais. 43 são de responsabilidade do Estado e outras 22, de municípios catarinenses. As maiores contratações paralisadas envolvem obras rodoviárias e de saneamento básico. A análise dos dados recebidos poderá subsidiar a fiscalização para verificação das causas das paralisações e para a proposição de soluções voltadas à continuidade de obras e serviços essenciais para a sociedade.

SETEMBRO DE 2019

O governador Carlos Moisés sancionou o projeto de lei do deputado Jair Miotto que impede a inauguração de obra pública estadual incompleta ou que não atenda ao fim a que se destina em Santa Catarina. A decisão diz respeito a toda construção, reforma, recuperação ou ampliação de responsabilidade da Administração Direta, Autárquica e Fundacional do Estado.

SEGUNDO A NOVA LEI

Obra incompleta é aquela que não está apta a entrar em funcionamento por motivos como estrutura física inacabada, falta de licenças e alvarás, impossibilidade de uso imediato e inexistência de equipe mínima ou de equipamentos para prestar o serviço público. “Não faz sentido promover a entrega de uma escola se ela não pode receber os alunos”, afirmou o chefe da Casa Civil, Douglas Borba.

BNDES

De acordo com volumosas e isentas reportagens divulgadas nos órgãos de comunicação nacional e internacionalmente, as irregularidades havidas no âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social são tão notórias que saltam aos olhos até mesmo daquele cidadão menos atento e só não vê quem não quer. O fato é que, se a ‘coisa’ toda vier à luz, haja espaço para acomodar o batalhão de figurões que deverão ser ‘internados’ na Superintendência da Polícia Federal!

COOPERATIVISMO

Estudar as mudanças e as transformações dos novos tempos, a melhoria contínua dos processos e aperfeiçoar produtos e serviços para atender a demanda das cooperativas. Essa é a fórmula para manter e ampliar as conquistas do cooperativismo afirma o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina, OCESC e do SESCOOP/SC, Luiz Vicente Suzin ao analisar as expectativas para esta nova década.

FORTE ATUAÇÃO EM SANTA CATARINA

A preparação para o futuro é fundamental, principalmente pelo crescente uso das novas tecnologias, com a tendência pela automação e pela robotização. Essas novidades estão chegando cada vez com mais velocidade. Uma das nossas preocupações é capacitar os cooperados para esses novos tempos.

O SISTEMA COOPERATIVISTA

Pode evoluir ainda mais, contudo, para que isso se concretize é necessário que o Governo vislumbre o cooperativismo como um setor de alto interesse social e comprovada eficiência econômica, que trabalha para o bem-estar da sociedade, criando empregos e gerando riquezas. “Mais do que políticas públicas, o Governo deve abandonar a ideia de aumentar a carga tributária ou retirar programas de incentivos a setores essenciais, como a agricultura”, enaltece. O dirigente antecipa ainda que as parcerias com o poder público devem aumentar nos próximos anos.

“Obra inacabada – não é obra”. (Henri Amiel)