Por: Quirino Ribeiro | 06/01/2020

O ano de 2019 terminou sob o signo de transformações, mas segue como referência, mas o país precisa se voltar para os desafios do futuro, a começar pelos de 2020. O país experimentou, pela primeira vez nas últimas décadas, o primeiro ano de um governo declaradamente de direita. A economia passou por profundas mudanças – a começar pela reforma da Previdência – e aponta para números positivos em 2020. A segurança pública ainda é um desafio para os governos, e a educação tem sérias dificuldades para se recompor.

O MAIS IMPORTANTE, AGORA

É olhar para a frente e avaliar os desafios de 2020, um ano marcado por eleições municipais, desta vez sob novas regras, como o fim das coligações proporcionais, uma experiência que serve de balão de ensaio para o pleito nacional de 2022. Os partidos só poderão se unir na eleição para prefeito, enquanto para a Câmara é cada um por si.

O PAÍS TEM UMA SÉRIE DE DESAFIOS

Que não dependem exclusivamente do Governo. As instituições precisam se avaliar, pois têm sido colocadas em xeque. Pelo mundo afora, os partidos políticos, especialmente, têm sido induzidos a mudar sob o risco de perder espaços. No Brasil, não é diferente. Desde 2013, quando o povo foi às ruas com uma agenda difusa, foram dadas as primeiras pistas do inconformismo popular com o velho modelo. Nem todos perceberam e mantiveram a velha prática. Perderam espaço.

EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS BÁSICOS

Pela primeira vez em quarenta anos, os produtos básicos representaram mais da metade das vendas brasileiras ao exterior. O resultado, obtido em 2019, foi divulgado pelo Ministério da Economia. No ano passado, as exportações somaram US$ 224,018 bilhões ao todo, dos quais US$ 118,180 bilhões (52,75%) correspondem a itens básicos. Em 2018, a parcela era de 49,81%. Produtos classificados como básicos são aqueles que não têm tecnologia envolvida ou acabamento, como minerais, frutas, grãos e carnes.

COMÉRCIO EXTERIOR DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA

De acordo com o secretário Lucaz Ferraz, o aumento de exportações de maior valor agregado, ou seja, de produtos industrializados, é uma meta do governo Bolsonaro. Segundo analistas, o Brasil precisa aumentar a exportação desses produtos porque isso pode ajudar na geração de emprego e renda, além de proporcionar faturamento e lucro maiores para os produtores.

EXPORTAÇÕES CATARINENSES

Agronegócio catarinense bate recordes nas exportações em 2019. Com um agronegócio produtivo e voltado para o mercado externo, SC segue batendo recordes. O grande destaque deste ano foi o aumento nos embarques de carnes e a ampliação da presença internacional.

RICARDO DE GOUVÊA

Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, destacou: “O agronegócio de Santa Catarina encerra 2019 com muitas conquistas. Tivemos uma boa safra e a expectativa é de que a próxima colheita seja ainda melhor. Mas o grande destaque ficou por conta do desempenho da cadeia produtiva de carnes”.

ALGUMAS MUDANÇAS NO MERCADO INTERNACIONAL

“Alavancaram a produção de suínos, aves e bovinos. Aumentamos nossas exportações, o produtor teve seu produto mais valorizado e o agronegócio mais uma vez cumpriu seu papel no desenvolvimento e na economia de Santa Catarina”.  As carnes são o carro-chefe das exportações catarinenses. De janeiro a novembro, o estado bateu o recorde histórico com as exportações de carne suína, ao longo do ano foram 373,5 mil de toneladas embarcadas, gerando um faturamento de US$ 766,4 milhões.

É IMPORTANTE LEMBRAR

Que Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos e o segundo maior produtor de aves. A produção baseada na agricultura familiar tem alcançado os mercados mais exigentes e competitivos do mundo. Grande parte das exportações catarinenses tem como destino o mercado chinês. China e Hong Kong concentram 59% de todo faturamento catarinense com os embarques de carne suína e 15% das exportações de carne de frango.

DIFERENCIAIS DE SANTA CATARINA

Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu agronegócio e o cuidado com a saúde animal e vegetal. É o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. Na área vegetal, o estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, e também do Moko da Bananeira.

“A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem”.