Por: Quirino Ribeiro | 27/04/2020

Transferir as eleições municipais para 2022 tem uma série de implicações; a mais grave é a quebra do pacto firmado nas urnas quando se definiu um mandato de quatro anos. O possível adiamento das eleições em decorrência da pandemia do coronavírus já movimenta os bastidores da política, pois os partidos, em sua maioria, veem com preocupação tal medida.

LEVAR O PLEITO PARA 2022

Tem uma série de outras implicações, a começar pelo contrato firmado entre os eleitores e os eleitos, que prevê um mandato de quatro anos. Ferir regras pactuadas sob o viés democrático é um dado grave, sobretudo por abrir espaço para outras medidas contrárias ao sentimento de quem vai às urnas eleger seus candidatos.

PERDA DO FUNDO PARTIDÁRIO

Para as ações de combate à Covid-19 é o grande temor da classe política onde há os que entendem de que o recurso é fundamental para as eleições, para evitar o caixa dois, considerado crime e abolido oficialmente do processo eleitoral. Sem a verba, os candidatos de melhor posse teriam vantagem, desequilibrando o jogo.

O ARGUMENTO PROCEDE

Pois foram necessários vários processos para dar fim – pelo menos oficialmente – ao caixa dois, mas é necessário fazer uma avaliação mais ampla. Se assim querem, os partidos precisam jogar o jogo, em vez de adotar uma postura defensiva quando falam às ruas e outra diferente nos bastidores. As eleições são necessárias e menosprezar os atos democráticos, não é o melhor caminho.

O PRESIDENTE DA CÂMARA

Rodrigo Maia, e o ministro Luiz Roberto Barroso, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, entendem que é importante esgotar todos os prazos até que se tome uma decisão em torno da data, mas concordam, também, que adiar é uma coisa, transferir para 2022, a fim de se fazer um pleito geral, é outra coisa, e totalmente fora de cogitação.

A POSTURA É SUSTENTÁVEL

Uma vez que não há sentido uma eleição de alto a baixo. As experiências recentes não deram certo, pois há uma clara distinção de agenda entre o que falam os candidatos a prefeito e vereador e o discurso de postulantes a cargos nas assembleias, no Congresso, nos governos estaduais e na Presidência.

COMO OFICIALMENTE AS CONVENÇÕES

Devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, há tempo para se avaliar o cenário. Embora a pandemia possa ter seu pico em maio em várias regiões do país, os ritos eleitorais podem ser cumpridos com devidos cuidados, salvo se houver expressa recomendação contrária das autoridades da saúde.

TEREZA CRISTINA

Quando, em 2018, o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a escolha da Deputada Federal Tereza Cristina para ocupar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o agronegócio brasileiro estava certo de que a nova titular marcaria uma arrojada e promissora era na gestão das políticas públicas de apoio ao setor primário da economia brasileira.

ESSA PREVISÃO

Confirmou-se totalmente nesse período em que Tereza Cristina ocupa a pasta da Agricultura. A identificação com a terra foi fundamental. Natural de Mato Grosso do Sul, ali ocupou o cargo de gerente-executiva em quatro secretarias: Planejamento, Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo. Também exerceu os cargos de diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e diretora-presidente da Empresa de Gestão de Recursos Minerais.

ATRAVÉS DE SUA EXPERIÊNCIA

No mundo empresarial e na vida pública e em face de sua atuação no comando da Frente Parlamentar da Agricultura, tornou-se a mais competente interlocutora da área, associando conhecimento técnico com atuação política. O Ministério da Agricultura tem, portanto, uma gestora que conhece o campo, o produtor e o empresário rural, o mercado e o mundo globalizado. (Fonte: José Zeferino Pedroso – Presidente da Faesc e Senar/SC)

“O impossível não é um fato, impossível é uma opinião”. (Muhammad Ali)