Por: Quirino Ribeiro | 31/01/2020

O problema da política no Brasil não é de direita, de esquerda ou de centro. É a falta total de direção, mesmo. Pura e simples!

VIAGENS EM JATINHOS

Rodrigo Maia viajou 238 vezes em jatinhos da FAB e ainda deu carona a 2.131 pessoas, durante o ano de 2019. Número superior ao total de dias de trabalho no parlamento. No recesso de julho do ano passado, o presidente da Câmara foi para Campinas, onde pegou um avião com a família para os EUA.

O PRESIDENTE DA CÂMARA

Não é só recordista em uso e abuso de jatinhos da Força Aérea Brasileira Também é a autoridade que mais viajou nos jatos da FAB durante o recesso parlamentar: foram 11 vezes. Em dezembro, só entre os dias 22 e 25, três viagens. A última de 2019, em jatinho oficial, foi para Campinas (SP). Em 2020, pleno recesso, já são 8 passeios pela FAB. A informação é de Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

QUEM PAGA?

Por conta do contribuinte, Maia realizou três viagens para Brasília, três para o Rio de Janeiro, onde reside, e outras duas para São Paulo. O viajante-mor da República passou ano novo em Miami, com a família e amigos. Ao menos abriu mão do desconforto do jatinho da FAB.

DEPUTADOS

Em meio a corte de despesas na administração pública, Câmara gastou R$ 7,1 milhões com bilhetes aéreos. Sob a gestão de Rodrigo Maia, os gastos dos Deputados cresceram 30% em 2019 em comparação com a média dos sete anos anteriores. Quase metade dos deputados foram autorizados a viajar para mais de 70 países em cinco continentes, incluindo capitais turísticas. Foram 105 cidades pelo mundo. Nova York, com 65 viagens, foi o destino preferido dos deputados, seguida de Montevidéu (39), Roma (34) e Lisboa (30).

LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Os indícios são tantos e incontestáveis que não há qualquer sombra de dúvida quanto à culpabilidade do jornalista norte-americano Glenn Greenwald no que se refere à denúncia do Ministério Público Federal que investiga sua atuação na interceptação telefônica e invasão de dispositivo informático alheio, cujos dados surrupiados foram sumariamente divulgados na mídia. Que liberdade de imprensa é essa? Cá entre nós, resta apenas ler a sentença!

CORRIDA MALUCA?

Com a vertiginosa ascensão de Sergio Moro perante a população brasileira desde a sua gloriosa passagem pela Operação Lava Jato, políticos – ou não – que orbitam em Brasília e adjacências e que sonham concorrer a cargo nas altas esferas dos três poderes ‘tremem nas bases’ com a perspectiva de enfrentar Moro como adversário, onde se inclui aí o Jair Bolsonaro, que já propaga aos quatro ventos sua pretensão de se reeleger em 2022.

TROCA-TROCA PARA 2020

Com a presença de lideranças do cooperativismo e do agronegócio, além de autoridades regionais e políticos foi assinada a reedição do programa Terra-Boa, o Troca-troca de sementes de milho, calcário, kit forrageira e outros programas da Secretaria de Agricultura do Estado. Os convênios testemunhados pela vice-governadora Daniela Reinehr foram assinados pelo secretário da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural Ricardo de Gouvêa, pelo presidente da Ocesc e Sescoop/SC Luiz Vicente Suzin e pelo presidente da Fecoagro Claudio Post.

O PROGRAMA

Contemplará subsídios a 300 mil toneladas de calcário, com redução de custo em um terço incluindo o frete até a cooperativa, ou a distribuição gratuita se o agricultor for retirar nas mineradoras; mais 200 mil sacos de sementes de milho, que terão redução de preço dependendo da tecnologia de cada semente optada; 3.250 kits de insumos para cultivo de forrageiras; 500 kits de equipamentos e insumos para apicultura; e mil kits de insumos para o programa solo saudável que pretende estimular a adubação verde.

O INVESTIMENTO TOTAL DO GOVERNO DO ESTADO

Nos programas será de R$ 53 milhões neste ano, e contará com a parceria das agroindústrias, cooperativas e casas agropecuárias.  A coordenação dos programas continuará sendo da Fecoagro. O Terra-Boa, ou o Troca-troca, como é mais conhecido, atende apenas agricultores familiares enquadrados no Proagro. (Fonte: Fecoagro)

“A prosperidade ou a ruína de um estado depende da moralidade de seus governantes”.

(Thomas More)