Por: Quirino Ribeiro | 20/12/2019

Aconteceu o 12º Seminário da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), dias 17 e 18 últimos, para discutir estratégias de proteção nacional e combate aos crimes transfronteiriços como contrabando e tráfico, e fortalecer a atuação estratégica do poder público na segurança nacional e o Fórum Nacional Contra a Pirataria, reunindo agentes de segurança pública de todo o país e representantes do Executivo, Judiciário e Ministério Público.

RESULTADOS

Na ocasião, foram apresentados os resultados e estratégias do trabalho do Programa VIGIA que, desde abril, evitou lucro de R$ 6 bilhões ao crime organizado. O programa está presente no Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins e Rondônia. A expectativa é chegar a todos os estados fronteiriços até o início de 2020.

O BRASIL

O Brasil conta com cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras com onze países. Temas como a organização de um gabinete integrado de segurança nas regiões de fronteira. O Ministro Sérgio Moro disse: “Precisamos fortalecer esse sentido de ação na proteção das fronteiras e apoiar essas iniciativas. É imprescindível para o país e estratégico”.

FORAM DISCUTIDOS TEMAS

Como a perspectiva internacional de atuação na Tríplice Fronteira; as operações fluviais e os prejuízos à indústria e ao consumidor um dos setores mais atingidos pelos crimes de contrabando e descaminho, caso de produtos como o cigarro, celulares, Tv por assinatura, artigos esportivos e marcas internacionais de roupas e acessórios.

IDH BRASILEIRO

Nem precisa de agência para, através do IDH, informar o desnível social brasileiro. Basta olhar o cardápio autorizado pelo TCU ao STF para os comes e bebes de lagosta e vinhos internacionais premiados, quando a maioria da população raramente tem carne em sua mesa uma vez por mês.

MOTOQUEIROS

Alguma autoridade pública deveria tomar providências quanto a muitos motoqueiros irresponsáveis que não dão a mínima para a vida dos outros. Não respeitam semáforos e faixas de pedestres. Trafegam na contramão e nas calçadas, exageram na velocidade e fazem questão de irritar os outros com o barulho que sai de seus escapamentos.

EMPINAM SEUS VEÍCULOS

Em uma roda e são perigo para toda a comunidade. Quase fui atropelado, ao cruzar faixa de pedestres com sinal verde para mim. E o pior foi ter que escutar os insultos de quem não estava com a razão. Será que é possível alguma atitude seja tomada para coibir tamanha falta de bom-senso? Ou teremos que aguardar uma tragédia para se pensar a respeito?

VAI FALTAR MILHO EM SC?

O problema volta à tona: o abastecimento de milho em SC. Vez por outra o assunto entra na ordem do dia. Ou porque a safra quebrou, ou porque o preço está muito alto ou outro motivo qualquer. Para os criadores catarinenses isso não é novidade. O que é preocupante é que a tendência natural é cada vez ficar pior a insuficiência de milho para o atendimento das agroindústrias de carnes do nosso Estado.

DIVERSAS INICIATIVAS

Já foram tentadas para minimizar essa falta, mas parece que nunca se encontra uma saída. A Rota do Milho do Paraguai e Argentina não sai do papel; a produtividade tem aumentado, mas mesmo assim tem perdido área para a soja; a importação do Centro-Oeste tende a se reduzir, pois o caminho natural da produção daquela região deve ser para a exportação pela Calha Norte que reduz o frete, e nós aqui no Sul continuamos carentes do produto, trazendo do exterior e pagando caro para produzir as carnes que estão conquistando o mercado mundial.

TEM SAÍDAS? ESTÁ SE TENTANDO.

A alternativa em SC é cultivar grãos de inverno para a produção de ração, aproveitando as áreas ociosas, e isso está em discussão há quase três anos, e sempre encontra obstáculos. Na última semana o secretário Ricardo de Gouvêa promoveu mais uma reunião para discutir esse assunto.

AS SEMENTES ATUALMENTE DISPONÍVEIS

Não produzem o suficiente para baratear os custos de produção e equalizar o preço do trigo com o milho. Demonstração evidente que nossa pesquisa de culturas de inverno não diversificou nem avançou. Ficou apenas nas sementes para produção de pão, que paga mais. O produtor de trigo não vai plantar o produto para ração se não tiver produtividade para cobrir os custos de produção. O que precisa é de mais pesquisa para novas cultivares.

O SECRETÁRIO DISSE

Que vai tentar viabilizar algum subsídio, mas isso não se sabe se será o suficiente para motivar o plantio.  Da mesma forma se comprometeu em estartar algum projeto que vise à pesquisa de sementes para produção de ração, mas isso só terá resultado em longo prazo. Pode ser desanimador, mas não existe outra forma. (Parte Artigo de Ivan Ramos – Diretor Executivo da

Fecoagro).

 

“Naqueles governos corruptos, em que há pelo menos suspeita geral de muita despesa desnecessária e grande malversação da renda pública, as leis que proíbem o contrabando são muito pouco respeitadas.” (Adam Smith).