Por: Quirino Ribeiro | 04/02/2021

Santa Catarina ampliou os investimentos no Programa Terra Boa. Serão R$ 56,5 milhões em recursos para aumentar a produtividade das lavouras no estado em 2021. O governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, Fizeram ontem o lançamento do Programa Terra Boa por web conferência. O ato ocorreu durante o 17º Dia de Campo Agroacelerador da Cooperja. 

DIVERSAS LIDERANÇAS 

Do setor assistiram as solenidades como os deputados Jose Milton Scheffer e Moacir Sopelsa, respectivamente presidentes da Comissão de Agricultura, e da Frente Parlamentar do Cooperativismo na Alesc; além de lideranças do agro e presidentes de cooperativas, com o pronunciamento do presidente da Cooperja, Vanir Zanatta, seguido do presidente da Fecoagro Claudio Post; dos deputados Moacir Sopelsa de Zé Milton Scheffer; do secretário da Agricultura Altair Silva e do Governador Carlos Moises.

O PROGRAMA

Terra Boa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria da Agricultura e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) e busca aumentar a produtividade nas lavouras catarinenses, além de incentivar os investimentos na melhoria de pastagens, do solo, na apicultura e meliponicultura. 

TROCA-TROCA

O programa Terra Boa, conhecido como Troca-troca, existe ha mais de 20 anos, e vem sendo operado pela Fecoagro em parceria com as agroindústrias vinculadas ao Sindicarne, cooperativas, empresas agropecuárias distribuidoras de insumos agrícolas credenciadas pela secretaria da Agricultura e com o apoio técnico da Epagri. O objetivo é estimular o uso de tecnologias pelos pequenos agricultores, e aumento da produtividade e a produção de milho em SC. Somente agricultores enquadrados no Pronaf podem participar dos programas.

OS RECURSOS

Nesse ano do programa coordenado pela Fecoagro, vai destinar recursos da ordem de R$ 57 milhões, para subsidiar os custos da semente de milho; calcário e kit de insumos para forrageiros, apicultura e solo saudável. Serão liberados recursos para distribuição via cooperativas ou direto nas mineradoras, de 300 mil toneladas de calcário; 200 mil sacos de semente de milho, três mil kit de insumos para forrageiros; 500 kits de equipamentos e abelhas rainhas para os apicultores e um mil kits de insumos para o programa solo saudável.

BAIXO CLERO

Tchau, Maia! Volta para o baixo clero, de onde nunca deveria ter saído. Volta tarde. Em quase cinco anos como presidente de uma das casas legislativas mais importantes do País – e queria mais ainda – pouco fez em prol de Brasil melhor. Pelo contrário. Atrapalhou e muito. 

SÓ PARA LEMBRAR DOIS FATOS: 

1º – protagonizou a desfiguração do pacote anticrime do ex-ministro Moro, visando não ser pego logo ali na esquina, prestando grande desserviço à Nação. 2º – ficou sentado, até o último segundo de seu mandato, sobre o projeto de lei sobre prisão após condenação em segunda instância. É uma das principais bandeiras defendidas pelo cidadão de bem. Quem sabe agora vai. Difícil, mas! Se quisermos realmente diminuir, não acabar, com crimes de colarinho-branco e outros mais, este projeto é para ontem. Que os cariocas se lembrem bem deste nome nas próximas eleições.

DECEPCIONANTE

A eleição para presidência do Senado mais parecia a eleição de diretório acadêmico de alguma faculdade desorganizada. Os votos foram proferidos respondendo lenta chamada por denominação estadual, sem seguir nenhuma ordem alfabética. Os senadores votaram em cédulas de papel, como se estivessem no século passado em processo lento e em dois locais de votação. Pasmem! A chapelaria do Senado e o Salão Azul foram locais de destaque para depositar os sufrágios, longe dos olhares da mesa diretora do Senado. 

TAMBÉM MUITO INTERESSANTE

A abrangência do segredo do voto como determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), quando senadores mostraram seu voto aberto alegando transparência e para nós, pobres mortais, poderiam apenas estar justificando a cobrança de direitos adquiridos com a negociação de seus votos. Estamos realmente muito mal representados, ou talvez não tenhamos, como povo, o gabarito, a educação e a honestidade vitais para funcionar como entidade político-administrativa reguladora entre os poderes executivos e legislativos.

“A verdadeira sabedoria é aquela que encontramos nas coisas simples da vida”.