Por: Quirino Ribeiro | 1 mês atrás

O adiamento das eleições de outubro para novembro encurtou diversos prazos: a campanha foi menor, especialmente no segundo turno, com apenas duas semanas, e os eleitos e as eleitas têm apenas menos de um mês para montarem suas equipes e iniciarem a jornada no dia 1º de janeiro de 2021. A transição, portanto, tornou-se fundamental para o bom começo, já que qualquer empreendimento iniciado às cegas demora mais tempo para ser implementado.

PRÓXIMA GESTÃO

As expectativas são grandes quanto a liberação dos dados e das contas dos municípios. Os custos da máquina pública caíram, já que as aulas e vários serviços foram suspensos e, em consequência, alguns benefícios. É fato que foi apenas um momento, pois as administrações terão sérias dificuldades econômicas em decorrência da crise que começa em Brasília e passa pelos estados. A palavra de ordem será criatividade.

A EQUIPE ECONÔMICA

Do ministro Paulo Guedes vem encontrando dificuldades para desenvolver seus projetos, e parte da penalização é repassada aos municípios, nos quais as demandas ocorrem, e a cobrança é feita diretamente pelo eleitor.

ENQUANTO NÃO HOUVER MUDANÇA

Na política de repasse, com maior fatia para os municípios, o Fundo de Participação e as emendas parlamentares continuam sendo as alternativas para implementação de projetos. Em Chapecó, João Rodrigues, um dos maiores repassadores de recursos para o município, a despeito do viés partidário ou ideológico, o prefeito eleito, certamente conhece o caminho das pedras, e sua experiência será fundamental para tais ações.

AS QUESTÕES ECONÔMICAS

Ficam mais nítidas com a pandemia, mas esta tornou-se, especialmente, um desafio na saúde. O país passa por um momento em que o número de contaminação está em curva crescente, e Chapecó não é exceção. Como a vacina não tem data, e a pandemia não acaba no dia 31, este, também, é um desafio imediato para o próximo Governo.

CÂMARA DE VEREADORES

Muitos desconhecem a importância e o papel do vereador em sua cidade. A origem etimológica do termo deriva de ‘verea’, forma arcaica de vereda (caminho), de onde surgiu o verbo verear, com o significado próximo ao de ”administrar os caminhos. Então, o vereador é um gestor dos caminhos da cidade e isso deve ser levado a sério na hora de elegê-los, ou seja, eles fazem o caminho entre o povo e o poder.

É DE GRANDE IMPORTÂNCIA

O exercício sério da vereança, às vezes relegada a segundo plano. Lógico que entre os pares há os chamados carimbadores de projetos do Executivo (prefeito).

PORÉM, HÁ UM GRANDE ENGANO!

Por parte das pessoas, em considerá-los dessa forma, pois os assuntos do cotidiano são objeto de projetos de lei municipal, quando debatidos e votados pelo vereador de sua cidade. Tais como uso do solo, regras de construção civil e até lei do silêncio. O vereador é o fiscal dos atos do prefeito, e em sua atividade legislativa deve buscar o bem comum. O vereador é seu representante, e recebe por isso.

RENOVAÇÃO NA CÂMARA DE CHAPECÓ

Onze vereadores foram reeleitos e dez foram eleitos. Destes dez, sete foram eleitos pela primeira vez, dois já foram vereadores e um já foi suplente. Os novos que debutam em Janeiro: Claudir Sanzovo (Sica) PSL (1.610 votos) – Deise Schilke PT (1.578) – Sueli Sittili PSD (1.440) – Fernando Cordeiro PSC (1.422) –  André Kovaleski PL (1.281) – Nelson Krombauer  PP (1.273) – Wilson Cidrão PATRIOTAS (1.011) E Valdir Carvalho PT (894 votos).

 

“O primeiro método para estimar a inteligência de um novo governante é olhar para os homens e mulheres que têm à sua volta”. (Maquiavel).