Por: Quirino Ribeiro | 08/01/2021

Enquanto cronograma de imunização do Governo não sai, clínicas se mobilizam para adquirir doses. Ao menos 50 países começaram a imunização contra a Covid-19 em todo o mundo até agora. A grande maioria deles prioriza a aplicação das vacinas nos profissionais de saúde e nos grupos prioritários ou de risco, como pessoas acima de 60 anos. 

A APOSTA INICIAL

Tem sido a oferta de doses gratuitas, sem opção de venda na rede privada. No Brasil, desde que a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas abriu negociação com laboratórios para aquisição de imunizantes indianos, novo debate ganhou força: a possibilidade de comercialização das vacinas pelo setor privado.

DIFERENTEMENTE 

Do que ocorre aqui no país, a maioria dos governantes mundo afora está assumindo a responsabilidade pela saúde do seu cidadão e criando uma agenda de imunização. No Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, é o órgão de saúde e vigilância estatal quem escolhe qual será a vacina aplicada, o público-alvo e as datas de início de campanha.

DESSA FORMA

A aplicação de imunizantes pelo setor privado não está colocada como possibilidade, porque o Estado simplesmente está cumprindo seu papel. Para pesquisadores e epidemiologistas brasileiros, num primeiro momento, a grande preocupação é com a introdução parcial da vacina na sociedade, sem haver a imunização coletiva necessária. Alguns afirmam que, caso as doses não cheguem a todos de forma abrangente, pode haver uma mutação do vírus e o esforço não servir para nada.

O INSTITUTO QUESTÃO DE CIÊNCIA

Uma associação brasileira que se dedica à promoção do pensamento científico nas políticas públicas, não vê problemas em aumentar a capacidade de vacinação no Brasil com o apoio das clínicas particulares, mas defende que isso comece apenas depois que o Plano Nacional de Imunização tenha se iniciado. A rede privada, contudo, funcionaria como um caminho alternativo, e não como via principal.

AS PRÓPRIAS FARMACÊUTICAS 

Desenvolvedoras de vacinas, como Pfizer e AstraZeneca, vêm avisando que não pretendem negociar inicialmente com as empresas particulares, apenas com governos, como forma de garantir maior controle da imunização mundial. O problema é a morosidade de o Governo federal botar na rua sua campanha de vacinação. Sobre a iniciativa da rede privada, o Ministério da Saúde, no início da semana, disse apenas que as clínicas devem seguir a ordem de prioridade prevista no plano nacional de imunização.

OUTRA PREOCUPAÇÃO DOS CIENTISTAS 

É com a eficácia do imunizante que a Associação Brasileira das Clínicas está negociando. Até agora, não há dados que comprovem que as doses da indiana Covaxin estejam prontas para serem aplicadas. Faltaria à pesquisa a conclusão da fase 3 dos testes, necessária para garantir a eficácia e a segurança do produto. De qualquer forma, esse é mais um fator que vai deixando o Brasil para trás na fila da vacinação mundial.

SICOOB MAXICRÉDITO 

Mesmo em meio a uma pandemia que afetou o mundo todo, o Sicoob MaxiCrédito demonstra vigor financeiro. Em 2020 a cooperativa atingiu a incrível marca de R$ 4 bilhões em ativos. O presidente da instituição, Ivair Chiella, destaca que o valor não representa apenas um número, mas sim a credibilidade que o Sicoob MaxiCrédito conquistou perante a população.  

PALAVRA DO PRESIDENTE 

“A marca desse número é a credibilidade do associado e de uma sociedade que acredita no cooperativismo e no Sicoob MaxiCrédito. E isso é resultado dos esforços de muita gente e o fato de estarmos sempre do lado dos associados. Temos que ser balizadores para o sistema financeiro, no sentido de atuar para que as pessoas encontrem produtos e serviços acessíveis e atendimento humanizado. Nós crescemos porque a sociedade entendeu isso”, afirma Chiella.  

OS ATIVOS 

São os recursos financeiros administrados pela cooperativa, que estão disponíveis em caixa e outros bens e direitos, além do imobilizado. É usado para análise gerencial e de desempenho, possibilitando enxergar o potencial da empresa. Dessa forma, os R$ 4 bilhões atingidos representam solidez e credibilidade de uma das maiores cooperativas de crédito do país.

EM UM ANO MUITO ATÍPICO

Onde as projeções iniciais não eram tão boas devido a pandemia, o Sicoob MaxiCrédito criou mecanismos para ajudar seus associados e a comunidade a superar as dificuldades, o que contribuiu para o crescimento da cooperativa, conforme explica Chiella. “Quando chegou a pandemia, foi um susto, foi algo diferente pra todo mundo. Se imaginava lá no começo que seria um ano com números ruins, mas na verdade eles cresceram. A cooperativa não parou de emprestar. Estendemos a mão para o associado e esse é o nosso verdadeiro papel. Com isso o associado também acreditou e depositou o seu dinheiro na cooperativa, tivemos recorde de investimentos, o que é muito importante. Os resultados são históricos para a nossa cooperativa”, enalteceu o presidente.  

APÓS ATINGIR GRANDES MARCAS EM 2020

O Sicoob MaxiCrédito projeta um crescimento contínuo em 2021, por meio de uma aproximação, cada vez maior, com os seus associados. “Nós estamos otimistas, mas temos que continuar trabalhando, olhando para os associados para entender suas reais necessidades. Acreditamos que vai ser um ano muito interessante, de boas oportunidades de negócios”, projeta Chiella.

“Vamos ver se surge uma vacina e tudo isso acaba”.