Por: Jornal Sul Brasil | 28/08/2020

Um novo local de atendimento aos usuários do transporte coletivo urbano de Chapecó será implantado pela concessionária do serviço. No espaço do próprio terminal urbano de passageiros no centro da cidade, será construído pela Auto Viação Chapecó uma nova central para atender aos usuários em todas as suas necessidades em condições de maior conforto e rapidez. 

Em terreno de 400 metros quadrados, há 15 dias foi iniciada a construção do posto, que terá área construída de 360 metros quadrados. Está localizado no lado direito do terminal, na descida da Avenida Getúlio Vargas para a Nereu Ramos. A previsão para o término das obras é de 120 dias.

Para o novo espaço serão transferidos todos os processos de atendimento aos passageiros do transporte urbano. Isso inclui a emissão de cartões e a venda de passagens, de forma mais próxima aos pontos de embarque e desembarque das 24 linhas que integram o sistema de transporte coletivo urbano em Chapecó.

Exigências e fechamento

Em função do novo local, a atual central de atendimento, localizada na Avenida Nereu Ramos e também próxima ao terminal, será fechada, mantendo-se a garagem, ambiente para os motoristas e o estacionamento dos ônibus. Devido a exigências da prefeitura municipal em relação ao ponto atual, especialmente na adequação quanto à acessibilidade, e em vista da expectativa de fechamento quando a nova central estiver concluída, a direção da empresa indica a possibilidade de o atendimento ser suspenso antes. Com o provável fechamento do posto atual, os usuários passariam a ser atendidos na sede da empresa, na Rua Brasília, no Bairro Jardim Itália.

Para a direção, a empresa tem recebido uma série de exigências e até multas por parte da administração municipal que são incompatíveis com o momento atual. Argumenta que devido à pandemia do coronavírus o transporte coletivo ficou paralisado por 109 dias em duas ocasiões, 95 dias entre 19 de março e 22 de junho e depois mais 14 dias de 27 de julho a 9 de agosto. Além disso, após a última retomada e em vista das restrições de atividades no ensino superior e de horários em áreas do setor produtivo, o volume de passageiros caiu de forma expressiva em 95%, enquanto o custo mantém-se normal.