Por: Jornal Sul Brasil | 1 mês atrás

Prevenir lesões nos atletas de alto rendimento a partir da identificação do aumento de temperatura provocado por inflamações. Com esse objetivo a Unimed Chapecó disponibilizou a Câmera Termográfica para a Associação Chapecoense de Futebol, que utilizará em seu Centro de Treinamento. A parceria também viabilizou a capacitação conjunta dos profissionais de fisioterapia, fisiologia e médicos da especialidade em medicina esportiva para demonstrar as aplicações do aparelho, metodologias de uso e avaliação dos resultados.

Com a utilização desse equipamento é possível acompanhar o estado inflamatório do atleta e a partir desse diagnóstico evitar contusões. Também proporciona a identificação de possíveis lesões causadas no pós-jogo, porque o principal estímulo estressor – que pode alterar o estado inflamatório do organismo –  é o exercício físico intenso.

A cooperativa médica é a única na região oeste catarinense que possui uma Câmera Termográfica. “O aparelho foi adquirido para complementar o trabalho desenvolvido com os atletas do clube ao identificar e prevenir lesões. Nossa parceria é de longa data. Outro exemplo foi a aquisição do Dinamômetro Isocinético Biodex – equipamento de alta tecnologia disponibilizado aos jogadores para avaliação do equilíbrio dos diversos grupos musculares e potência corporal – utilizado também para avaliação e reabilitação no pós-operatório”, comenta a coordenadora do setor de fisioterapia da Unimed Chapecó, Maria Edilene Klauck.

De acordo com o fisiologista da Chapecoense, Adriano Lima Alves, a Câmera Termográfica é extremamente importante por ser mais uma ferramenta que fornecerá dados para atuar na prevenção e na redução dos índices das lesões. “Além disso, contribuirá para transcrever o treinamento individual de maneira mais efetiva, porque um atleta pode estar com uma carga muito alta e seja interessante reduzi-la ou que não apresenta alteração em seu estado inflamatório e precise elevar a carga. Afinal, cada atleta é um universo”, explica.  

O aumento significativo do número de jogos de futebol no Brasil e a densidade das partidas em função da pandemia da covid-19, que refletem na redução do tempo para o preparo físico, elevam as possibilidades de lesões nos atletas. “Quanto mais se joga em intervalos de três a quatro dias por partida, como por exemplo domingo, quarta-feira e sábado, o risco de traumatismo aumenta. Com esse equipamento, ao identificarmos algum sinal de que determinado atleta esteja muito próximo de se machucar, podemos alertar o treinador ou a comissão técnica para que o jogador seja poupado de uma partida ou treinos. Assim, é possível investigar a velocidade da recuperação pós-partida”, argumenta o fisiologista.  

Outras aplicações  

A Câmera Termográfica, segundo Maria Edilene, tem várias aplicabilidades que vão além das investigações ortopédicas e que estão sendo desenvolvidas e estudadas. “Conseguimos utilizá-la em procedimentos rotineiros da clínica de fisioterapia ao aplicar em lesões na coluna, quadros de lombalgia, joelhos e na região do quadril com margem de segurança muito maior. Também possibilita identificar o local exato do processo inflamatório, o que é muito relevante porque, às vezes, a queixa do paciente não é no local onde está a lesão, por ser uma algia irradiada”, ressalta a coordenadora.

Os idosos também podem ser beneficiados com o equipamento. De acordo com Maria Edilene, na terceira idade são comuns lesões de musculatura glútea, da adutora e da abdutora (coxa). “Isso ocorre pela perda considerável de massa muscular depois dos 50 anos. Aliado a isso está a tendência para o sedentarismo, que amplia as probabilidades de ocasionar lesões, distensões, estiramentos ou contraturas musculares a partir de um simples movimento equivocado”, alerta.

Fisioterapia Unimed Chapecó

A estrutura da Fisioterapia na Unimed conta com 548 m², com quatro consultórios, uma sala de neurologia pediátrica, amplo ginásio de reabilitação, espaço para pilates e 10 boxes de atendimento. A equipe é formada por 12 fisioterapeutas, dois deles terceirizados, com 80% das consultas na área de ortopedia, 15% no sistema respiratório e neurológico e 5% na urologia.