Por: Jornal Sul Brasil | 12/11/2020

A reportagem do Diário SB conversou com a candidata a vereadora Carol Listone (PCdoB).  Ela disputou o cargo de vereadora em 2016 e ficou na 3ª suplência e assumiu uma cadeira na Câmara de Vereadores por 30 dias em novembro de 2019. Em sua fala a candidata destacou que neste período conseguiu aprovar dois projetos de lei, um que institui o Dia da Prematuridade em Chapecó e outro que propõe a campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência à Mulher.

“Coloquei o meu nome a disposição para ser vereadora do município, pois acredito que o papel de legislar, fiscalizar, sugerir e representar deva ser levado a sério e olhando para as parcelas da população que nunca foram ouvidas, de forma humana e responsável, legislando em defesa da liberdade e da vida das pessoas,” argumentou.

“Nossa candidatura representa um projeto coletivo, construído por muitas mãos na luta incansável pelo direito de ser livre. Temos quatro eixos principais: A luta pela vida e dignidade da população LBGTQIA+, usando de políticas públicas para o combate a LGTBfobia. O enfretamento a violência contra a mulher, buscando tirar Chapecó do topo do ranking de gênero do estado de Santa Catarina. Propondo ações na perspectiva feminista e buscando a emancipação das mulheres chapecoenses. Levar para dentro da câmara o desejo revolucionário da juventude, travando o debate do acesso a cidade, cultura e lazer com dignidade, qualidade e segurança para os jovens e toda a população chapecoense. E por fim, adentrar no debate de uma nova lógica alimentar, com políticas de incentivo à alimentação vegetariana, em parceria com os pequenos produtores rurais – em especial a agricultura familiar – da região e o incentivo aos pequenos empresários do ramo. São esses quatros eixos que nos orientam e nos proporcionam lutar por uma Chapecó livre para todas e todos,” garantiu.

Ela classificou ainda a questão da falta de água como revoltante e disse que é preciso buscar meios para realizar o desassoreamento e a ampliação da capacidade de armazenamento d’água, além de ampliar o incentivo a políticas públicas na área. “Buscaremos e cobraremos a finalização das obras estagnadas das unidades básicas de saúde, bem como a ampliação de unidades que compreendam o significativo crescimento habitacional do nosso município. Também, buscaremos recursos financeiros para ampliar o SUS e toda a rede de atendimento, trabalharemos na fiscalização e na revisão do quadro de funcionários municipais, buscando atender todas as necessidades das UBS.

“Há muito Chapecó necessita de pessoas que olhem para a realidade do município e que lutem pelo fim das mazelas que impedem a população de viver plenamente a cidade. Precisamos de pessoas comprometidas com o fim da machismo, da LGBTfobia, do racismo e que busquem uma Chapecó mais livre! Se você que está lendo essa entrevista, se inquieta com os problema de Chapecó dividimos o mesmo sonho, espero que possamos travar essa luta juntas e juntos,” finalizou.