Por: Jornal Sul Brasil | 22/05/2020

O inverno deste ano traz uma realidade incômoda aos lojistas. A estação que historicamente é a melhor em vendas para o setor, devido ao maior valor agregado nas compras e à ampliação dos segmentos procurados, terá movimento menor para o comércio. A estimativa é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó e reflete os impactos da pandemia do novo Coronavírus que reduziu o poder de consumo em todo o País. Em Chapecó, a entidade projeta queda de 15% nas vendas em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com o presidente da CDL, Clóvis Afonso Spohr, a projeção negativa, caso confirmada, é semelhante ao movimento registrado na principal data do ano para o setor, o Dia das Mães. “Se for assim, considero que está muito bom diante da nova realidade imposta pela Covid-19. Não estamos eufóricos com a possibilidade de vendas, mas preocupados e apreensivos com o cenário de queda de emprego e renda”, destaca Spohr.

Apesar da situação atípica, os lojistas se preparam para atender a demanda da estação. Segundo o presidente da CDL, a expectativa é maior para os segmentos de vestuário, calçados, gastronomia e eletrodomésticos. “A chegada do frio traz a necessidade de comprar roupas mais quentes, aquecedores e fogões e até alimentos e bebidas da estação, fator que sempre gera boa expectativa de vendas”, ressalta.

A impossibilidade da realização de festas e eventos no período, atrativos para as vendas, fez com que alguns lojistas reduzissem a quantidade de mercadorias para o inverno. Se por um lado a crise sanitária causou a redução do consumo, por outro, também tem diminuído a oferta de produtos.

“Certamente não vai ser um inverno como os outros, porque há uma preocupação econômica e social em curso. Porém, é importante que as pessoas não deixem de incentivar o comércio local, pagando suas contas ou efetuando novas compras dentro de suas capacidades. É essa atitude que evitará a estagnação da economia local”, sublinha o presidente.