Por: Jornal Sul Brasil | 21/07/2020

Mesmo diante da pandemia, as obras do Programa Celesc Rural ganham reforço e auxiliam produtores rurais de todo o estado.  Ao todo, serão cerca de 1.000 obras que vão substituir redes monofásicas nuas por redes monofásicas ou trifásicas com cabos protegidos, até meados de 2021, em cerca de 2.500 quilômetros em Santa Catarina. O investimento no Programa é de mais de R$ 151 milhões, sendo que R$ 81 milhões já foram licitados e as obras iniciadas para construção das redes compactas com cabos protegidos, e outros R$ 30 milhões investidos na aquisição de religadores para o campo. Além disso, mais R$ 40 milhões serão lançados para licitação com foco em novas redes até agosto deste ano.

O Celesc Rural foi lançado em 2019, quando iniciou a nova gestão da diretoria da Celesc e do Governo do Estado, para atender antigas reivindicações dos produtores rurais e reforçar as redes de distribuição de energia no campo. O programa foi idealizado após visitas do atual presidente, Cleicio Poleto Martins, às áreas rurais do Estado para conhecer a necessidade e realidade dos produtores rurais que há tempos reivindicavam energia elétrica de qualidade no campo.

No Celesc Rural, novas redes trifásicas com cabos compactos protegidos permitirão a instalação de equipamentos mais potentes e modernos para as atividades rurais, contribuindo para o aumento da produção e trazendo uma nova realidade para os produtores e para o agronegócio catarinense. O setor faz de Santa Catarina referência mundial em qualidade e sanidade dos rebanhos e produtos com destaque para a avicultura e suinocultura. Cada vez mais Santa Catarina se consolida como grande produtor de alimentos e prova que as pequenas propriedades podem gerar renda e desenvolvimento.

A instalação de novas redes monofásicas com cabos protegidos, assim como as novas redes trifásicas, garantirão maior confiabilidade ao produtor rural, pois este novo padrão de rede garante a continuidade da distribuição de energia elétrica mesmo quando tocado por vegetação, o que não ocorria com os cabos nus. Outro investimento sendo realizado, tanto no campo quanto na área urbana, ocorre com a instalação de religadores, que energizam automaticamente as redes em caso de queda não programada da energia, aumentando a confiabilidade de distribuição de energia elétrica. Quando finalizadas as instalações destes equipamentos, ainda em 2020, haverá um incremento de cerca de 120% de religadores no sistema elétrico da Celesc.

“O Celesc Rural traz benefícios diretos aos produtores rurais catarinenses, responsáveis por cerca de 30% do PIB estadual”, diz o Presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins. Ele explica que com a rede trifásica é possível ampliar a presença de sistemas de irrigação, ordenhadeiras elétricas, motores para a moagem de trato dos animais, aquecedores de estufas, ventiladores para granjas e muitos outros equipamentos que requerem elevadas potências e que, devido ao alto consumo, não podem ser atendidos pelo sistema monofásico. A instalação de cabos protegidos vem reduzir o número de desligamentos das redes elétricas devido ao contato com a vegetação, assim como os religadores energizarão o sistema automaticamente em caso de quedas de energia. “Estamos trabalhando para o crescimento de Santa Catarina, viabilizando condições para fixar homens e mulheres no campo e melhorar, cada vez mais, a qualidade de vida dos catarinenses, de forma alinhada ao trabalho do Governo do Estado”, enfatiza o presidente.

A seleção das localidades por onde passa o traçado da rede trifásica é realizada a partir de análise técnica realizada pela Celesc, que considera a necessidade de um sistema elétrico com mais qualidade para o fomento da produção e o atendimento simultâneo do maior número de unidades consumidoras.

A partir da construção do novo padrão das redes, os interessados em ter o sistema trifásico deverão solicitar à Celesc a instalação do transformador trifásico e da rede de baixa tensão entre a nova rede e sua propriedade. Em regiões, onde já foram instaladas estas redes, a redução no número de interrupção caiu cerca de 90% , como foi o caso do Alto Vale. Já a ação de substituição de cabos monofásicos nus por cabos monofásicos protegidos aumentou em 95% a confiabilidade do sistema, mesmo com a presença de vegetação.

Quanto aos religadores, que são equipamentos capazes de restabelecer o fornecimento de energia em situações de defeitos temporários na rede de distribuição e atenderão as áreas rurais e urbanas em todo estado, teremos ainda mais confiabilidade ao sistema. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 38 milhões, entre 2019 e 2020, na compra e instalação de cerca de 2100 equipamentos para as áreas rurais e urbanas, totalizando cerca de R$ 150 milhões destinados ao Celesc Rural!

Nas localidades que compreendem a região dos municípios de Concórdia, Chapecó e São Miguel do Oeste, serão investidos quase R$ 24,5 milhões para atender 50.980 clientes.

Já foram executados ou estão em obras 94,71 Km, sendo ao todo 315 Km, atendendo áreas dos municípios de Abelardo Luz, Águas de Chapecó, Alto Bela Vista, Anchieta, Arabutã, Arvoredo, Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Caibi, Campo Erê, Chapecó, Concórdia, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Cunha Porã, Descanso, Dionísio Cerqueira, Faxinal dos Guedes, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Guatambú, Iporã do Oeste, Ipumirim, Iraceminha, Itá, Itapiranga, Jaborá, Jupiá, Lindóia do Sul, Maravilha, Mondaí, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Paial, Palma Sola, Palmitos, Paraíso, Passos Maia, Ponte Serrada, Princesa, Quilombo, Riqueza, Romelândia, São Miguel da Boa Vista, Saltinho, Santa Helena, São Bernardo, São Carlos, São Domingos, São João do Oeste, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Seara, Tigrinhos, Tunápolis e Vargeão.