Por: Jornal Sul Brasil | 02/04/2020

Moda, varejo tradicional, alimentação fora do lar, construção civil, beleza, logística e transportes e peças automotivas são os setores mais atingidos com os impactos da crise econômica provocada pela pandemia Coronavírus em Santa Catarina. Esses são alguns dos resultados do estudo realizado pelo Sebrae/SC e que impactará 475.285 empresas que atuam nessas categorias no território catarinense.

O estudo também aponta que no Estado há 785.147 negócios formalizados, entre microempresas (MEs), pequenos negócios e microempreendedores individuais (MEIs). Desse número, 583.073 sofrerão diretamente, o que corresponde a 74% dos negócios.

Preocupado com esse cenário, o Sebrae/SC age para prestar orientações práticas aos empresários e contribuir com a redução dos reflexos econômicos da doença sobre as micro e pequenas empresas. “Precisamos cuidar da sobrevivência dos pequenos negócios, uma vez que são eles quem garantem a geração de emprego e têm maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esse momento”, comenta o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Na área de abrangência da gerência regional oeste do Sebrae/SC, que compreende 54 municípios, há mais de 71 mil CNPJs ativos na Receita Federal, entre indústrias, comércios e prestadores de serviços. Deste número, mais de 98% dos negócios são de MEIs, MEs e pequenos negócios. Nessa região, os municípios com o maior número de empresas são: Chapecó (26.480), Concórdia (7.069), Xanxerê (7.041), São Lourenço do Oeste (2.939), Xaxim (2.837) e Pinhalzinho (2.660).

“As orientações transmitidas aos empresários são de proteger seus colaboradores, de reavaliar as estratégias do negócio que precisará fazer adaptações, de aproveitar capacitações gratuitas e de adotar medidas de proteção ao caixa, com planejamento financeiro, pois a longevidade ou a transformação do empreendimento dependerá da disponibilidade de recursos”, analisa o gerente regional do Sebrae/SC no oeste, Enio Albérto Parmeggiani.

O planejamento financeiro será fundamental para nortear as decisões dos empreendedores, principalmente com base na análise de quanto a recessão afetará seu negócio. “A baixa atividade econômica é uma realidade e o empresário precisa projetar esse cenário de acordo com o perfil do seu negócio”, comenta Parmeggiani.

Números da crise catarinense

– Dos 583.073 pequenos negócios impactados: 55% são MEI e 39% ME, ou seja, 94% representam pequenos negócios.

– Os segmentos mais afetados são: moda, varejo tradicional, alimentação fora do lar, construção civil, beleza, logística e transportes e peças automotivas, que totalizam 475.285 empresas representando 82% do total.

– Por setor de atividade econômica: 434.335 empresas ou 74% são prestadoras de serviços ou comércios.

– Os serviços mais afetados são: alimentação fora do lar com 67.793 empresas (11% das 583.073); logística e transporte com 44.077 (7,5%) e beleza com 41.555 (7%).

– Os ramos de comércio mais afetados são: varejo tradicional com 94.325 pequenos negócios (16% das 583 mil), moda com 58.675 empresas (10%) e peças automotivas com 37.812 (6,5%).