Por: Jornal Sul Brasil | 1 mês atrás

O agronegócio catarinense vê com tranquilidade e otimismo a posse da vice-governadora Daniela Reinehr no comando do Poder Executivo de Santa Catarina em função do afastamento, para responder a processo de impeachment, do governador Carlos Moisés. A manifestação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAESC) José Zeferino Pedrozo.

O dirigente mostra que, além de ser advogada e produtora rural, Daniela conhece profundamente a economia primária catarinense e as características das principais cadeias produtivas, como a suinocultura, avicultura, pecuária de corte, bovinocultura leiteira, milho, soja, feijão e trigo.

No ano passado, em um período de fortes discussões entre o governo catarinense – que desejava eliminar a política de incentivos fiscais dos insumos agrícolas –  e os produtores rurais, a vice-governadora posicionou-se fortemente em favor das entidades do agronegócio. Depois de muito desgaste, o governo mudou de posição e reinstituiu os incentivos, como fazem todos os Estados da Federação.

Pedrozo lembra que esse episódio foi superado e a relação entre o governador e o setor agropecuário tornou-se muito “produtiva e respeitosa”, com amplo diálogo mediado pelo secretário da Agricultura, Ricardo De Gouvêa.

O presidente assinalou que é essencial manter todos os programas orientados para a agricultura, a pesca e a pecuária, pois esses setores se tornaram a locomotiva do desenvolvimento econômico barriga-verde.

A FAESC não comenta a questão do afastamento que pode culminar na cassação ou na absolvição do governador “por se tratar de um processo jurídico-político de responsabilidade dos Poderes Judiciário e Legislativo”. Entretanto, a Federação espera que as instituições funcionem com total regularidade e que os processos transcorram em ritmo de normalidade, sem prejudicar a ação estatal e sem afastar empreendedores interessados em investir em Santa Catarina.