Por: Jornal Sul Brasil | 27/07/2020

Defender os interesses do cooperativismo catarinense e apoiar as cooperativas para se desenvolverem com sustentabilidade são posicionamentos que norteiam a atuação da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). Com base nessas premissas, o presidente reeleito da entidade, Luiz Vicente Suzin, direcionará seu mandato 2020/2024. A eleição e posse dos membros do Conselho de Administração ocorreu nesta segunda-feira dia 27 durante a primeira Assembleia Geral Ordinária Digital na história da entidade.

Integram o Conselho de Administração da OCESC, com mandato 2020/2024, o presidente, Luiz Vicente Suzin (Ramo Agropecuário/Crédito) e os vice-presidentes Claudio Post (Agropecuário), Elio Casarin (Agropecuário), Elizeth Alves Pelegrini (Trabalho, Produção de Bens e Serviços), José Samuel Thiesen (Infraestrutura), Luiz Antonio Deczka (Saúde), Moacir Krambeck (Crédito) e Rui Schneider da Silva (Crédito).

“Esperamos que a nova diretoria mantenha o mesmo entusiasmo e comprometimento com a entidade que os dirigentes anteriores. O intuito é que juntos possamos dar continuidade ao trabalho para que o cooperativismo se mantenha em destaque e crescimento. Queremos um Conselho que atue em unidade, pois tivemos quatro anos de trabalho e de parceria, com sugestões, opiniões e críticas construtivas voltadas a fortalecer o cooperativismo”, enaltece Suzin.

De acordo com o presidente reeleito, as metas da OCESC para os próximos quatro anos serão traçadas com os novos conselheiros nas futuras reuniões. O objetivo é pautar as propostas considerando as necessidades atuais das cooperativas, a exemplo da transformação digital e de inovações para aprimorar processos e produtividade para manter o desenvolvimento do cooperativismo. “Temos as maiores cooperativas de proteína animal e de transporte do País, além de sermos destaque nos ramos de crédito e de saúde. Isso nos oferece suporte para crescermos ainda mais”, comenta.

Suzin antecipa que o sistema cooperativista tem como desafio readequar suas atividades para o pós-pandemia para que haja o crescimento planejado para 2020. “Ao encerramos essa crise sanitária, teremos que retomar o crescimento do cooperativismo catarinense. A pandemia nos trouxe um aprendizado que é a cautela com o trabalho desenvolvido no campo e nas indústrias. Apesar do impacto negativo na economia, precisamos olhar para os aprendizados, como a necessidade de investimentos em tecnologias e inovações, para que o trabalho continue mesmo com adversidades climáticas ou sanitárias”, explica. O presidente reeleito reforça que as cooperativas não podem parar de produzir bens e serviços de qualidade, pois os desafios são passageiros e a atuação do sistema oferece um legado ao desenvolvimento do Estado.

Avaliação gestão 2016/2020

As principais ações do Sistema OCESC em 2019 referem-se a: revisão dos benefícios fiscais em Santa Catarina, a exemplo dos incentivos fiscais dos insumos agropecuários; apoio para criação de proposta legislativa que soluciona a questão da tributação sobre o resultado das aplicações financeiras em cooperativas; projetos de lei sobre produção orgânica, redução do uso de agrotóxicos e pagamento por serviços ambientais; integração cooperativista no 27º Integracoop, que reuniu 32 cooperativas e cerca de 2 mil pessoas entre atletas e dirigentes; apoio a 40 pequenas cooperativas serviços gratuitos e acordo e convenções coletivas de trabalho.

“Agradeço ao apoio que recebemos do cooperativismo catarinense nesses quatro anos, pois foi primordial para o desenvolvimento do trabalho da OCESC. Também fortalecemos as relações com o Governo Estadual – especialmente, da Secretaria da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural; com a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e outras entidades que contribuíram para atender as demandas do cooperativismo catarinense. Nossa intenção é mantermos essas parcerias, focando no desenvolvimento dos ramos cooperativistas”, avalia Suzin.

Durante o mandato, destacam-se, ainda, as ações voltadas a ampliar o reconhecimento da importância do cooperativismo diante da sociedade e seu papel fundamental para a economia do Estado. A OCESC participou de conselhos, comitês e comissões contribuindo na busca de soluções para os assuntos fiscais, ambientais, melhoria da logística e para suprir as necessidades de milho para a cadeia de proteína animal. Também prestou apoio para reinvindicações das cooperativas catarinenses tratadas em nível federal, levando estudos e contribuições para elaboração e aperfeiçoamento de políticas agrícolas (Plano Agrícola e Pecuário), tributárias, creditícias e de normas dos ramos transporte e infraestrutura.

Deliberação da Ago

Na AGO foram aprovados o Relatório do Conselho de Atividades do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2019; as contas do exercício de 2019, formado pelo Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício, Demonstração de Fluxo de Caixa, Mutação do Patrimônio Líquido e Notas Explicativas; o Parecer do Conselho Fiscal e da Auditoria independente das demonstrações contábeis de 2019. Também foram aprovadas a proposta orçamentária para o exercício 2020; a concessão de poderes para celebrar convenções ou acordos coletivos de trabalho no ano de 2020; a Contribuição Confederativa e a tabela da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP) e a dispensa do pagamento da Contribuição Confederativa referente ao ano de 2020, para as cooperativas que estiverem adimplentes com a Contribuição Cooperativista de 2020, até 30 de abril de 2020. No Conselho Fiscal da entidade permanecem os mesmos conselheiros até 2021.

Dados do cooperativismo catarinense

As cooperativas catarinenses cresceram 13,71% em 2019 – ou seja, 12 vezes mais que a economia brasileira – e obtiveram receita operacional bruta de R$ 40,7 bilhões de reais. A expressão do setor é reconhecida nacionalmente: as 254 cooperativas catarinenses – com atuação no campo e nas cidades – reúnem 2,7 milhões de associados e mantêm 67.558 empregos diretos.