Por: Jornal Sul Brasil | 29/10/2020

O candidato da coligação “Vamos Chapecó” (PSDB e Podemos), Marcio Sander (PSDB), participou nesta terça de uma sabatina em uma emissora de rádio, momento em que reafirmou seus compromissos firmados no Plano de Governo, sem ataque aos adversários. A redução de cargos comissionados foi o assunto inicial e, Marcio foi enfático ressaltar que o quadro de comissão será de apenas 1% do número total de servidores da Prefeitura, e valorizar os servidores efetivos que são técnicos em suas funções, convidando os que aceitam o desafio e estejam compromissados com o serviço público para que assumam cargos de chefias. “Alguns falam em reduzir, mas não dizem como. Nós definimos que será 1%, ou seja, em torno de 65 cargos, em relação ao atual quadro de funcionários, e também a expectativa de economia, que será cerca de R$ 42 milhões, de acordo com levantamentos que fizemos”, afirma Marcio.

Questionado sobre relacionamento, o trânsito nos governos do estado e federal, deputados estaduais e federais, Marcio afirma que pela sua experiência não terá nenhuma dificuldade, inclusive para buscar recursos ao município, junto aos demais esferas, com bons projetos, e também com os parlamentares, pois entende que os representantes foram eleitos para contribuir com o município e a região, e não para prefeito “A”, ou “B”, de partido tal. “Sempre interagi e tive um bom relacionamento com demais partidos e seus representantes, pois sempre tratei bem todos. Temos que ser sensatos e responsáveis. Depois da eleição, quem vencer tem que governar, interagir com todos os partidos e deve receber respeito de todos indiferente de ideologias ”, enfatiza Marcio.

Mais uma vez Marcio foi taxativo em relação a solução para a falta de água no município: “cobraremos resolutividade em relação ao contrato que o município tem com a Casan. É resolver, caso contrário romper o contrato. Já iniciamos um trabalho na Câmara de Vereadores, com a Comissão Especial de Águas para fazer levantamentos e cobrar solução. Nossa proposta de governo é que esta comissão seja permanente e ampliada, com representantes do Executivo, através das Secretarias de Governo, Agricultura, Desenvolvimento Urbano, Procuradoria e Legislativo, para acompanhar e cobrar providências e especialmente o projeto para captação, tratamento e distribuição da água na área urbana e rural”, destacou, ressaltando que fará da mesma forma em relação ao esgoto. “Estas medidas tomaremos no primeiro dia de governo”, garantiu.

Para manutenção das estradas rurais, Marcio defende a terceirização de serviços, pois levantamentos apontam que o custo é menor, uma vez que Chapecó tem em torno de 1.300 quilômetros de estradas intermunicipais. Em relação ao asfalto na cidade, Marcio assumiu o compromisso em realizar a manutenção das ruas que tem asfalto e fazer aonde não tem, sempre com qualidade, para que tenha uma duração maior, por consequência menos gastos ao município e ao contribuinte.

Marcio destacou ainda o Programa Efapi 365: Projeto para que haja movimentação e estrutura para o Parque da Efapi ter vida todos os dias do ano, com parque para caminhadas, ciclovia, restaurantes, lanchonetes, opções diversas de lazer para a qualidade de vida e entretenimento do chapecoense, além da economia aos cofres públicos, pois a Prefeitura tem um custo de pelo menos R$ 1 milhão em manutenção no parque anualmente.

O desafio do pós-pandemia, ou mesmo se acontecer uma segunda onda de infecção, também foi destacado pelo candidato Marcio Sander. “Vamos respeitar muito as avaliações e opiniões dos profissionais/especialistas da saúde e os decretos do estado e federal. Precisamos ter atenção e sermos responsáveis, pois estamos tratando com a saúde da população”, enfatizou. Questionado em relação ao descredenciamento das UTIs do Hospital Regional de Chapecó, classificou a questão como um fiasco e, lembra que apresentou moção de repúdio na Câmara de Vereadores, direcionada ao governo do estado e ao Ministério da Saúde. “Essa insegurança política que vivemos em relação ao governo do estado nos preocupa. Precisamos estar vigilantes e cobrar de quem está assumindo, pois tem vinculo com nossa região. O que nos preocupa também é o silêncio dos deputados e senadores, nossos representantes, em relação a essa situação. Esperamos e contamos com a posição e atitude de quem nos representa. Está na hora de cada um mostrar seus compromissos em relação a essa questão do descredenciamento e a saúde pública como um todo, com Chapecó e região, uma vez que o hospital regional atende 120 municípios”, conclui.