Por: Jornal Sul Brasil | 03/09/2020

Por volta das 15h de quinta-feira, 3, na cidade de Chapecó, a Polícia Militar (PM), em atendimento de ocorrência de uma extorsão mediante sequestro, prendeu um homem de 28 anos e libertou a família vítima. O autor estava em saída de sete dias do sistema penal, onde já cumpre pena por roubo, estupro e outros crimes.

Pelo que foi apurado o crime iniciou ainda na parte da manhã, quando o presidiário invadiu a casa da família, rendeu uma empregada 22 anos, um adolescente de 17 anos, uma criança de oito anos e uma avó de 70 anos, mais tarde, pouco antes do meio dia rendeu também o pai que chegou em casa para o almoço e depois a mãe que foi a última a ser rendida.

Após separar o que queria na casa, o autor ordenou que o pai fosse até um banco sacar dinheiro, só em troca dos valores ele libertaria a família. A PM ficou sabendo da situação, policiais militares foram inicialmente até o banco, na área central da cidade, localizaram o pai e pegaram as informações precisas, logo um cerco foi montado na casa, que fica no bairro Maria Goretti.

O autor do crime, ao perceber a presença policial, tentou fugir pelos fundos, pulando muros de outras residências, mas acabou preso pelos policiais que faziam a segurança do perímetro. Com ele e pelo caminho da fuga foram localizados valores em dinheiro e os objetos usados para cometimento do crime, facas e um simulacro de arma de fogo que foi abandonado ainda dentro da casa.

Diante dos fatos, o autor foi preso em flagrante e conduzido à Central de Plantão Policial (CPP) de Chapecó, para os procedimentos cabíveis. Como entre as vítimas havia pessoas com menos de 18 anos e mais de 60 anos, a pena prevista é de reclusão de 12 a 20 anos.

O agente cumpria pena por roubo e estupro, na ocasião ele invadiu uma casa e estuprou uma mulher grávida em 2014 – na época foi preso pela PM e reconhecido pela vítima e tem uma enorme ficha criminal onde constam também violência doméstica, furtos, invasões de propriedade, receptação e outros delitos.

No crime de hoje ele usou de bastante violência, principalmente psicológica, mas também física com a família, foram tapas, amaças com as facas e o simulacro de arma de fogo, também as amarrações das vítimas que deixaram escoriações. As ameaças de morte foram contundentes, sem poupar nem a criança, uma menina de apenas oito anos.