Por: Jornal Sul Brasil | 15/07/2020

Formas de prevenção e medidas de combate à dengue foram tema de reunião da Comissão de Saúde na tarde desta quarta-feira dia 15. O encontro recebeu autoridades no tema para discutir as formas que o poder público pode atuar para impedir a proliferação de vírus por meio do mosquito Aedes aegypti.

Participaram do encontro, que foi realizado por videoconferência, o gerente da Gerência de Vigilância e Zoonoses e Entomologia (Gezoo), João Augusto Brancher Fuck, e o diretor da empresa Agro Líder, o biólogo Daniel Albeny Simões, que apresentou alternativas no combate às larvas como o uso de bactérias no controle de mosquitos vetores.

O presidente da Comissão, deputado Neodi Saretta (PT), e o vice-presidente, deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), mediadores do debate, demonstraram preocupação com os números apresentados de casos de dengue no estado e que haverá debates internos sobre medidas que devem ser realizadas no combate ao mosquito transmissor da dengue.

Pelos números apresentados, Santa Catarina tem 10.609 casos de dengue confirmados somente neste ano. Para João Fuck, o cenário é preocupante. “As equipes da Secretaria de Estado da Saúde monitoram diariamente a situação da doença no estado, acompanhando e auxiliando tecnicamente os municípios nas ações a serem realizadas. Mas, mais uma vez, é importante reforçar que todos precisam fazer a sua parte para controlar a proliferação do mosquito. É preciso eliminar locais que possam acumular água e que sirvam de criadouro para o Aedes aegypti.”

Ele informou que a maioria dos casos confirmados até agora é autóctone e que o município de Joinville concentra 80,1% do total desses casos do estado. “Ao todo, são 10 municípios em situação de epidemia, dos quais sete estão no Oeste catarinense. Outro problema deste ano é a circulação simultânea de três sorotipos da doença: DENV1, DENV2 e DENV4, o que significa que quem já pegou dengue uma vez, pode pegar de novo, por outro sorotipo.” No total, há focos de dengue em 103 municípios catarinenses.

Produto biológico
O diretor da empresa Agro Líder e biólogo, Daniel Albeny Simões, apresentou metodologias alternativas bem como o uso de bactérias no controle de mosquitos vetores, como o uso de VectoBac® WG, que é um inseticida biológico extraído da fermentação da bactéria Bacillus turigiensis israelensis, não tóxico, seletivo para larvas de mosquitos, com ação rápida e de fácil aplicação.

Ele falou que o produto está sendo testado em vários municípios do Oeste do estado e também em municípios dos Estados Unidos, com porcentagens de mais de 90% das larvas do mosquito. Para o biólogo, a redução da população de vetores é o único caminho possível, por isso ele defendeu a utilização do controle biológico no combate ao mosquito.