Por: Jornal Sul Brasil | 17/04/2020

Santa Catarina tem 1.339 casos de dengue confirmados neste ano. O número representa mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, quando o Estado contabilizava 564 ocorrências da doença. Diante disso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça as orientações de prevenção para evitar a doença.

Os dados estão disponíveis no último boletim da Vigilância Entomológica do Aedes aegypti e Situação Epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus, divulgado pela Secretaria da Saúde nessa quinta-feira, 16.

Segundo gerente de Zoonoses da SES, João Fuck, o cenário é preocupante. “As equipes da Secretaria da Saúde monitoram diariamente a situação da doença no Estado, acompanhando e auxiliando tecnicamente os municípios nas ações a serem realizadas. Mas, mais uma vez, é importante reforçar que todos precisam fazer a sua parte para controlar a proliferação do mosquito. É preciso eliminar locais que possam acumular água e que sirvam de criadouro para o Aedes aegypti”, salienta.

Com relação aos casos autóctones, aqueles contraídos dentro do Estado, Santa Catarina contabiliza 1.110 registros. O que representa um aumento de 120% em relação ao boletim anterior, divulgado 15 dias atrás, quando eram 503 casos confirmados. Apenas Joinville tem 608 ocorrências autóctones, o que representa 54,8% do total.

Dois municípios do Oeste estão em condição de epidemia: São Carlos e Coronel Freitas. A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos por 100 mil habitantes. Em São Carlos, a taxa é de 593,9 e em Coronel Freitas, é de 430,8.

O que é dengue?

É uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada.

A primeira manifestação da dengue é febre alta (39° a 40° C) de início repentino, que tem duração de dois a sete dias, associada a dor de cabeça, fraqueza e dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas na pele estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir rosto, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem ser registrados.