Por: Jornal Sul Brasil | 1 mês atrás

No dia seis de julho de 2020, foi publicada sentença condenatória proferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó, em desfavor de dois suspeitos de terem praticado, no dia 23 de fevereiro de 2019, o crime de roubo circunstanciado pelo concurso de pessoas, restrição da liberdade da vítima e emprego de arma de fogo.

No dia 23 de fevereiro de 2019, sábado, por volta das 21h40m, na Linha Aquiles Tomazzeli, Interior da cidade de Chapecó, indivíduos realizaram um roubo milionário a empresa a Empresa Randon S/A implementos e participação.

Na ação criminosa, os suspeitos, de posse de armas de fogo, renderam o segurança e o porteiro do estabelecimento empresarial, permanecendo mais de seis horas no interior da empresa, dela subtraindo uma carga de refrigeradores que havia chegado a empresa, na quinta-feira, dia dois dias antes da prática da infração penal, além de inúmeros pneus, mercadoria total avaliada na importância de R$2.000.000,00 empreendendo fuga em caminhões, após amarrarem as vítimas.

Na empresa acima referenciada, embora instaladas mais de 20 câmeras de sistema de videomonitoramento, nenhum dos aparelhos estavam funcionando, dificultando as investigações policiais.

Então, Imediatamente, após a ciência do fato criminoso, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Chapecó – DRF-fron, empreendeu diligências investigativas que perduraram por oito meses, logrando êxito na identificação dos veículos utilizados no roubo, a rota de fuga dos suspeitos, localização de diversos objetos, a identificação e qualificação dos investigados e demais elementos de prova.

Presentes os elementos probatórios, a Autoridade Policial representou pela prisão temporária dos suspeitos, um deles, contando à época com 44 anos, natural da cidade de Caxambu do Sul e o outro, contando com 47 anos, natural da cidade de Coronel Freitas, ambos com histórico de roubo de cargas, bem como a busca e apreensão em uma famosa empresa de transportes, localizada na cidade de Concórdia.

Em outubro de 2019, a Policial Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Chapecó e a Delegacia de Polícia da Comarca de Concórdia prendeu, preventivamente, os investigados acima referenciados, bem como apreendeu, na empresa localizada na cidade de Concórdia, cinco aparelhos refrigerados, cada um avaliado na importância de R$140.000,00.

O empresário, proprietário da empresa informou que adquiriu os produtos pela quantia de R$500.000,00, sendo pagos R$240.000,00 em dinheiro, na entrega dos equipamentos e o restante seria pago posteriormente.

Poucos dias, após a prisão dos suspeitos e apreensão dos objetos supracitados, a Autoridade Policial, acompanhados dos Policiais Civis da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Chapecó, com apoio da Divisão de Investigação Policial de Concórdia recuperou outro aparelho refrigerar que estava acoplado em um caminhão pertencente a uma empresa da cidade de Marau/RS.

O motorista do caminhão, informou que o proprietário do veículo adquiriu o aparelho de um indivíduo, residente na cidade de Itajaí, pela quantia de R$90.000,00 (noventa mil reais). O suspeito de ter comercializado o aparelho foi identificado, no entanto, já se encontrava em óbito, dias antes da identificação, quando seu corpo foi encontrado, no litoral, com marcas de disparos de arma de fogo.

Ao total, foram recuperados quase R$1.000.000,00 em produtos. Os responsáveis pelo crime de receptação qualificada foram indiciados pela prática do fato delituoso.

Os suspeitos do crime de roubo foram denunciados pelo representante do Ministério Público, sendo realizada audiência de instrução e julgamento, oportunidade, então, que no dia 06 de julho, um dos acusados, responsável por portar a arma de fogo, render as vítimas e transportar determinado veículo, foi sentenciado a 11 anos e 08 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento da pena de multa.

O segundo réu foi sentenciado a oito anos e dez meses de reclusão, também em regime inicialmente fechado, além do pagamento a pena de multa. Os condenados que já estavam presos, desde de 2019, não obtiveram o direito de recorrer em liberdade, tendo em vista a existência, ainda, dos requisitos da prisão preventiva, permanecendo presos.