Por: Jornal Sul Brasil | 10/05/2020

Se tem algo que pode diferenciar o torcedor “modinha” do torcedor raiz, é a garantia de que ele acompanhará o clube nas horas boas e nas horas ruins. E isso vai muito além de se manter fiel à camisa mesmo quando a bola não entra e as vitórias não vêm. Se trata, na verdade, de não medir esforços para estar ao lado do time, seja onde for; de fazer sacrifícios e, principalmente, de não se importar em ser chamado de louco por quem não entende essa paixão.

Disso tudo a torcedora Monique Silveira, de 27 anos, entende muito bem. A sua primeira partida ao lado do Verdão foi na época da Série D e, desde então, ela já viajou sem ter o dinheiro para o ingresso, já levou advertência por não voltar ao trabalho depois de um jogo, perdeu a voz de tanto cantar para apoiar e… voltou pra casa de muleta depois de uma partida do Verdão.

“A história mais marcante (e engraçada) que tenho acompanhando esse time, aconteceu em 2018, na primeira rodada do Campeonato Catarinense. Fechamos um ônibus com a galera da torcida para irmos até Concórdia. Galera toda animada, cantando daqui até lá, mas eis que na hora de descer do ônibus, caí na escada e quebrei o tornozelo esquerdo. Enquanto todo mundo foi pro estádio, eu fui pro hospital. Ganhamos de 1 a 0, mas tive que ouvir os enfermeiros mentindo que estávamos perdendo. Naquele momento, eu não estava preocupada com o meu pé, mas sim com o resultado do jogo. Em resumo, voltei pra Chapecó com a vitória, um tornozelo quebrado e mais uma história pra conta”. 

Monique e a amiga Estefany aguardando o atendimento no hospital de Concórdia. Foto: Arquivo Pessoal

Apesar dos contratempos, Monique aprendeu, ao lado do Verdão, a importância de colecionar momentosSe rola algum arrependimento? Ela é enfática ao afirmar: Nenhum! “Todos os sacrifícios e loucuras que já fiz valeram a pena, não me arrependo de nada, torcer pra CHAPE é diferente, só quem é sabe!”